Sábado, 16 Dezembro 2017 | Login
Luis Lobianco, integrante do Porta dos Fundos, chega ao CCBB BH com o drama "Gisberta", monólogo baseado em fatos reais
 
 
O espetáculo "Gisberta" chega ao CCBBBH, com estreia no dia 05 de janeiro, ficando em cartaz até o dia 05 de fevereiro, sempre de sexta a segunda, às 20h, no Teatro I.
 
Idealizada por Luis Lobianco, com direção de produção de Claudia Marques, texto de Rafael Souza-Ribeiro e direção de Renato Carrera, a obra mistura política, história, música, teatro, poesia e ficção para falar de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006 no Porto, em Portugal, após ser torturada por um grupo de 14 menores de idade. Gisberta atravessou o oceano para buscar um território livre, mas morreu no fundo do poço, afogada em ódio e água.
 
Na ocasião o caso ganhou destaque nas discussões sobre a transfobia em Portugal e Gisberta se tornou ícone na luta pela conscientização para uma erradicação dos crimes de ódio contra gays, lésbicas e transexuais. Em 2016, dez anos após a sua morte, Gisberta foi amplamente lembrada em Portugal por meio de inúmeras reportagens. "Já o Brasil, na contramão, é um dos países que mais comete crimes de transfobia e homofobia, números que não param de crescer junto com uma onda conservadora de intolerância com as diferenças. Se não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de Cabaré. Que venham as identidades de humor, gênero, drama, música, tragédia e redenção. O caso de Gisberta não é conhecido por aqui e decidi que Gisberta vai reviver a partir da arte e será amada pelo público." – comenta Lobianco.
 
Caçula de uma família com oito filhos, ainda na infância Gisberta dava sinais de que estava num corpo que não correspondia à sua identidade. Após a morte do pai, deixou os cabelos crescerem definitivamente. Em 1979, aos 18 anos, quando suas amigas morriam assassinadas, na capital paulista, com medo de ser a próxima vítima, deixou o Brasil rumo a Paris. Mais tarde, já depois 
 
de realizar tratamento hormonal e fazer implante de silicone nos seios, mudou-se para o Porto, no Norte de Portugal. Rapidamente enturmou-se na cena gay local. Fazia apresentações em bares e boates. Sem muito jeito com qualquer tipo de liberdade viveu tudo o que nunca experimentou de forma voraz: cantou de Vanusa a Marilyn, bebeu, fumou, cheirou, amou e adoeceu no cabaré. Costumava escrever cartas e mandar fotos para família como forma de garantir que estava segura. Um dia os seus dois cães fugiram de casa e foram atropelados na sua frente. Gis definhou de depressão e Aids. Perdeu os cabelos conquistados, passou a vestir trapos sem gênero e foi morar na rua. Num prédio abandonado foi encontrada, no final de 2005, por um grupo de três meninos mantidos pela Oficina de São José, uma instituição religiosa da vizinhança. No início as crianças ofereceram comida e agasalho, mas a lógica do grupo se converteu em um ódio súbito e inexplicável quando outros 11 meninos se juntaram ao grupo inicial. A partir de 15 de fevereiro de 2006, Gisberta sofreu vários dias de tortura e finalmente, acreditando que ela estava morta, foi jogada ainda com vida dentro de um poço cheio de água. Conclusão do processo: morte por afogamento. Gis, como ela gostava de ser chamada, já vivia sufocada, sua morte foi síntese da sua vida – culpa do ódio e não da água.
 
"O mundo passa por uma grande crise de identidade: o que somos essencialmente e onde podemos viver o que somos? Refugiados podem ser inteiros fora de seus territórios sem inspirarem ameaça? Há liberdade para identidade de gênero mesmo que se tenha nascido em um corpo de outro sexo? Gays podem se amar sem exposição à violência? A reação para o rompimento com padrões sociais é uma explosão de violência cotidiana sem precedentes. Quanto mais ódio, mais a afirmação da identidade se impõe. No ar a sensação de um grande embate mundial iminente - não tem mais como se esconder no armário. Ser livre ou servir à intolerância: eis a questão." – conclui Lobianco. Para contar a história de Gisberta, que é praticamente desconhecida no Brasil e que é também a história de tantas outras vítimas da transfobia, Luis Lobianco interpreta vários personagens com texto concebido a partir de relatos obtidos em contatos pessoais com a família de Gis, do processo judicial e de visitas aos locais da tragédia. Em cena, três músicos acompanham o ator.
 
Uma breve apresentação de Luis Lobianco
Nascido no Rio de Janeiro, Luis Lobianco faz teatro desde 1994. Em 2012, se formou na CAL e foi dirigido por nomes, como: Aderbal Freire-Filho, Moacyr Chaves, Marcelo Saback e Ruy Faria; atuando em mais de 30 montagens teatrais até hoje. Também foi criador dos espetáculos do Buraco da Lacraia, Rival Rebolado e Portátil, todos em cartaz atualmente. Na TV, está no ar com o "Vai Que Cola" no Multishow e se prepara para a estreia da série infantil "Os Valentins", do canal Gloob, onde interpreta o vilão Randolfo, ao lado de Claudia Abreu e Guilherme Weber. Lobianco também é ator fixo do canal Porta dos Fundos desde sua criação, há quatro anos. No cinema já esteve em dez produções entre 2012 e 2017. Lobianco foi indicado ao prêmio F5 da Folha de São Paulo por seu trabalho para TV, como o protagonista de "O Grande Gonzalez", coprodução da FOX com o Porta dos Fundos. Esse ano está no papel principal na série Valentins no canal Gloob e em 2018 fará seu primeiro protagonista no longa-metragem "Carlinhos e Carlão", de Pedro Amorim.
 
Ficha técnica
Atuação: Luis Lobianco / Texto: Rafael Souza-Ribeiro / Direção: Renato Carrera / Direção de Produção: Claudia Marques / Músicos em Cena: Lúcio Zandonadi (piano e voz), Danielly Sousa (flauta e voz), Rafael Bezerra (clarineta e voz) / Pesquisa Dramatúrgica: Luis Lobianco, Renato Carrera e Rafael Souza-Ribeiro / Investigação: Luis Lobianco e Rafael Souza-Ribeiro / Trilha Sonora e músicas compostas: Lúcio Zandonati / 
Iluminação: Renato Machado / Cenário: Mina Quental / Figurino: Gilda Midani / Preparação Vocal: Simone Mazzer / Direção de Movimento: Marcia Rubin / Programação Visual: Daniel de Jesus / Produção Executiva: Renato Mascarenhas / Fotos de divulgação: Elisa Mendes e Aline Macedo / Produção: Fabrica de Eventos / Idealização: Luis Lobianco / Produção Local: Rubim Produções 
 
 
SERVIÇO: "Gisberta", com Luis Lobianco 
QUANDO: de 05 de janeiro a 05 de fevereiro de 2018, de sexta a segunda, às 20h
ONDE: Teatro I – CCBB BH - Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte (MG)
 
Duração: 70 minutos/ Gênero: Drama / Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada) 
Venda de ingressos: bilheteria do teatro / ou www.eventim.com.br
Mais informações: (31) 3431-9400 I (31) 3431-9503
 
Um dos artistas mais conhecidos do Brasil desde os anos 80 se reinventou criando um stand up comedy de maior sucesso do Brasil, lotando imensos teatros faz única apresentação em Santo André. 
 
 
Neste show, Mallandro conta historias de sua carreira e de sua vida de um jeito hilário. Nas histórias cita seu padrasto general, Xuxa, Marlene Mattos, Wagner Monte, Maradona, Jorge Benjor, Silvio Santos. 
 
 
Também conta como é viver e morar junto com sua ex-mulher Mary Mallandro. Sérgio promete que sou show não é só "glu glu, yeah yeah" e que tem historias hilárias e uma boa participação do público e, ainda, que no final abre a Porta dos Desesperados.
 
 
 
Serviço: SERGIO MALANDRO Stand Up Comedy
Quando: 21 de Dezembro | Quinta às 21h30
Onde: HILLARIUS COMEDY BAR - Av. Dom Pedro II, 1051 - Bairro Jardim - Sando André - SP
Classificação: 18 anos.
 
PONTO DE VENDAS (com taxa de serviço)
 
BILHETERIA EXPRESS 
Tel.: (11) 2771-0016 - Segunda à Sexta: 10h00 às 17h00
 
DREAM CAR
Estr. das Lágrimas, 658 - Jardim Sao Caetano
São Caetano do Sul - SP
Segunda à Sexta-feira 08:30–17:00
Sábado 08:30–12:00
 
A APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes anunciou nesta semana (12/17) os vencedores do Prêmio APCA 2017, em várias categorias.
 
A Companhia de Danças de Diadema foi vencedora na categoria Coreografia/Criação com o espetáculo Eu por detrás de MIM, coreografado e dirigido por Ana Bottosso, que estreou em janeiro deste ano.
 
 
EU por detrás de MIM no Sesc Santo Amaro, foi inspirado em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa. Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo existente por trás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta e outras questões foram surgindo durante o processo de criação, iniciado em 2014, norteando as pesquisas cênicas da obra, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema.
 
Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a, então, a iniciar uma pesquisa sobre o assunto.  Posteriormente a esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também da obra literária O Espelho, conto de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. O trabalho propõe o diálogo entre a aguda percepção de Machado acerca da formação do sujeito brasileiro e a poética descoberta que Rosa nos oferece com sua inquieta personagem. 
 
 
Ficha técnica - Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Fábio Cardia. Desenho de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Renato Alves. Concepção figurino: Ana Bottosso. Confecção figurino: Cleide Aniwa. Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Elenco: Allan Marcelino, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
 

 

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