Terça, 23 Janeiro 2018 | Login
O universo Marvel conquistou as três primeiras colocações, enquanto a rival DC Comics aparece em quinto lugar no ranking.
 
 
Levantamento mostra os filmes do universo Marvel
como os mais aguardados para 2018.
Essa é a quinta edição da pesquisa,
que contou com quase 10 mil participações. 
 
 
A 5ª edição da pesquisa Geek Power, realizada pelo Omelete Group, em parceria com o IBOPE CONECTA – plataforma web do IBOPE Inteligência - aponta quais são os filmes mais aguardados pelo público de cultura pop em 2018.
 
 
Confira a lista completa:
 
10 - Os Novos Mutantes
(20th Century Fox e Marvel Entertainment)
 
Com dois brasileiros no elenco, Alice Braga e Henry Zaga, Os Novos Mutantes é um filme derivado da franquia dos X-Men com uma pegada de terror. Na trama, cinco jovens mutantes começam a descobrir melhor suas habilidades enquanto são mantidos em uma instalação secreta contra suas vontades. O décimo lugar da lista de mais esperados de 2018, com 10% dos votos, tem direção de Josh Boone e a estreia está marcada para 13 de abril de 2018.
 
Durante painel da Fox na CCXP 2017, Boone revelou que a sequência do filme pode ter cenas rodadas no Brasil, já que um dos mutantes, o Mancha Solar, - vivido por Zaga - é brasileiro. O painel também contou com a presença de Alice e Henry.
 
Os Novos Mutantes conta também com Maisie Williams, conhecida por interpretar Arya Stark em Game of Thrones, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton e Blu Hunt no elenco.
 
 
9 - Círculo de fogo –A Revolta
(Universal Pictures)
 
Estrelado por John Boyega (Star Wars), o nono lugar da lista é Círculo de Fogo –A Revolta, com estreia no Brasil em 23 de março de 2018. No filme, que recebeu 11% dos votos na pesquisa, Boyega interpreta o rebelde Jake Pentecost, um então promissor piloto de Jaeger, que abandona seu treinamento e entra com o submundo do crime.
 
 
8 - X-Men: A Fênix Negra
(20th Century Fox)
 
Mais uma aventura do universo X-Men está entre os filmes mais esperados em 2018. A trama relata a transformação de Jean Grey, vivida por Sophie Turner, (a Sansa de Game of Thrones) na Fênix Negra, um ser cósmico de imenso poder. O longa é parcialmente baseado nas HQs de Chris Claremont e ainda tem no elenco Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, James McAvoy, Nicholas Hoult, Alexandra Shipp, Tye Sheridan e Kodi Smit-McPhee. Simon Kinberg dirige o filme que recebeu 11% dos votos e chega aos cinemas em 2 de novembro de 2018.
 
 
7 - Os Incríveis 2
(Disney/Pixar)
 
Continuação da famosa animação que trará de volta a família superpoderosa, Os Incríveis 2 começará minutos após o final do longa original. Dezenas de novos heróis serão revelados e o Sr. Incrível precisará ficar em casa cuidando de Zezé e acaba descobrindo os poderes do filho mais novo – que ao enfrentar um guaxinim demonstra 10 poderes. A estreia do sétimo filme mais esperado em 2018 está marcada para junho. Na pesquisa, a animação recebeu 19% do predileção 
 
 
6 - Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
(Warner Bros. Pictures)
 
O universo Harry Potter está representado na lista dos filmes mais aguardados do ano. No final do primeiro filme (Animais Fantásticos e Onde Habitam), o poderoso Bruxo das Trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou e começou a reunir seguidores, que em sua maioria desconhecem seu verdadeiro propósito: elevar os bruxos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, AlvoDumbledore (Jude Law) procura seu antigo aluno, Newt Scamander, que concorda em ajudar, sem saber dos perigos que o aguardam. Linhas são traçadas quando amor e lealdade são testados, mesmo entre os amigos e familiares mais verdadeiros, em um mundo bruxo cada vez mais dividido. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald teve 20% dos votos e a estreia será no dia 16 de novembro de 2018.
 
 
5 - Aquaman
(Warner Bros. Pictures/DC Comics)
 
Os 23% do público que votaram em Aquaman como o filme mais aguardado de 2018 terão uma longa espera, já que a estreia está marcada apenas para em 21 de dezembro. No seu primeiro filme solo, Aquaman (Jason Momoa) aparece como um líder relutante em Atlântida. Nesse tempo, os humanos passaram a poluir cada vez mais os oceanos ao redor do mundo, fazendo com que os Atlantes comecem a se preparar para invadir a superfície. No elenco ainda estão Yahya Abdul-Mateen II (The Get Down) e Patrick Wilson (franquia Invocação do Mal) que serão, respectivamente, os vilões Arraia Negra e Mestre do Oceano. Amber Heard fará o papel de Mera, interesse amoroso de Aquaman. Willem Dafoe também está no elenco como Vulko, Nicole Kidman como Atlanna, a mãe do Aquaman, e Temuera Morrison, mais conhecido por ter interpretado o pai de Boba Fett em Star Wars: O Ataque dos Clones, como o pai de Arthur Curry/Aquaman.
 
 
4 - Solo: Uma História Star Wars
(Disney/Lucasfilm)
 
Spin-off de Star Wars, Solo vai se concentrar em como o jovem Han Solo (Alden Ehrenreich) se tornou o ladrão, contrabandista e malandro que Luke Skywalker e Obi-Wan Kenobi conheceram na cantina de Mos Eisley. O filme se passa antes dos eventos retratados em Star Wars: Uma Nova Esperança, inclusive encontrando com Lando Calrissian (Donald Glover). Com 23% dos votos do público, o filme tem estreia prevista para 24 de maio.
 
 
3 - Pantera Negra
(Disney/Marvel)
 
Iniciando o pódio dos filmes mais aguardados em 2018 está Pantera Negra. O longa do universo Marvel inicia logo após os eventos de Capitão América: Guerra Civil, quando T'Challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman) retorna para casa na nação reclusa e tecnologicamente avançada de Wakanda, para servir como o novo líder e descobre que seu trono é desafiado por facções dentro de seu próprio país. O filme ainda tem no elenco Michael B. Jordan (Erik Killmonger), Lupita Nyong'o (Nakia) e Danai Gurira (Okoye), que recentemente participou de um painel sobre o filme na CCXP 2017 e revelou que Okoye é uma mulher muito forte e, como os brasileiros, apaixonada pelo país e sua cultura. Com 26% da preferência do público, o filme estreia em 15 de fevereiro de 2018.
 
 
2 - Deadpool 2
(20th Century Fox/ Marvel)
 
A sinopse oficial e divertida conta que depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chef de cafeteria desfigurado, Wade Wilson, o Deadpool, luta para alcançar seu sonho de se tornar o barman mais quente de Mayberry, enquanto também aprende a lidar com sua perda de paladar. Procurando reencontrar seu gosto pela vida, junto com um capacitor de fluxo, Wade precisa lutar contra ninjas, Yakuza, e uma alcateia de caninos sexualmente agressivos. Na sequência de Deadpool, Ryan Reynolds volta ao papel principal, Zazie Beetz faz Dominó e Josh Brolin será o Cable. O filme tem direção de David Leitch e Simon Kinberg na produção. A estreia está marcada para 1º de junho de 2018. Deadpool 2 conquistou o segundo lugar na preferência do público com 30% dos votos.
 
 
1 - Vingadores: Guerra Infinita
(Marvel)
 
O lugar mais alto do pódio, com esmagadores 72% dos votos, ficou com Vingadores: Guerra Infinita. O filme mostra Thanos (Josh Brolin) chegando à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes. O campeão na lista de espera para 2018 estreia em 26 de abril.
 
Vingadores (Divulgação/Marvel)
Vingadores (Divulgação/Marvel)
 
 
**A pesquisa Geek Power foi feita pelo Ibope CONECTA e as coletas foram realizadas no site do Omelete de 8 a 17 de novembro de 2017 em um montante de 9.471 entrevistas.
 
 
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Quando a vida é uma euforia
 
Abertura: 23 de janeiro, às 20h – até 04 de março de 2018
 
 
Responsável por imprimir nas ruas de Recife a identidade visual e a cenografia do carnaval pernambucano ao longo de dez anos, a artista gráfica Joana Lira apresenta no Instituto Tomie Ohtake o carnaval pernambucano, ressaltando as manifestações regionais, com um olhar atual, repleto de resignificados.
 
 
Com curadoria de Mamé Shimabukuro, a mostra promove uma aproximação do visitante com o multifacetado carnaval pernambucano, transportando o público para aquela que é considerada uma das maiores festas populares brasileiras. “A mostra busca uma tonalidade experimental, ao costurar situações imersivas e documentais sobre as histórias e personagens deste carnaval, refletindo sobre como as representações gráficas da cultura carnavalesca interagem com os sentimentos e emoções das pessoas”, afirma a curadora.
 
 
Ainda que muito apreciado nacionalmente, o país conhece pouco a particular diversidade de ritmos, melodias, temas e personagens contidos no carnaval de Recife. Por isso a exposição, que conta com trilha sonora de Maurício Badé, é também uma rara oportunidade de o público paulistano mergulhar nas originais narrativas que desenham o imaginário popular desta cultura local. Segundo Ricardo Ohtake, o Instituto realiza esta exposição principalmente pelo projeto exaltar o encontro da arte com a rua. “Joana traduz com seu vigor criativo as tradicionais invenções do povo edificadas na cultura brasileira”, completa.
 
 
O primeiro núcleo da mostra trata da ideia de pertencimento, ao trazer conteúdos e registros de manifestações culturais locais, tais como Frevo, Maracatu Rural, Maracatu Nação e Caboclinhos, além das propostas de intervenção urbana realizadas pela artista. Já o segundo favorece a experiência sensorial, apresentando ao visitante a possibilidade de sentir a pulsação do carnaval por meio de grandes projeções marcadas pelo som dos vários ritmos locais. Por sua vez, o terceiro núcleo concentra-se na noção de transcendência, para colocar o espectador dentro da folia, ao exibir personagens em tamanhos monumentais, as grandes proporções que sublinham o trabalho de Joana Lira.
 
 
“Joana desenvolveu uma antropologia visual expressa por uma linha preta vazada receptiva, que possibilita a expansão de formas geométricas e cores vibrantes. Ao mesmo tempo, estão implícitas e explícitas relações de euforia, alegria e sensualidade presentes em seu trabalho. Falamos aqui em relações estéticas e de constituição do sujeito relacionados a cidade de Recife, reconhecendo e revivendo raízes da cultura além de promover uma nova educação estética pela sensibilização do olhar”, afirma a curadora.
 
 
Entre as manifestações que mantêm viva a tradição do carnaval pernambucano e alimentam a obra de Joana Lira, destacam-se os maracatus nação e rural. Enquanto o nação cultua os orixás africanos com cortejos de reis e rainhas de influências africanas e portuguesas, o rural, de origem indígena, evoca os caboclos da mata, personagens conhecidos como Caboclos de lança, criação oriunda dos trabalhadores da cana de açúcar. Com vestes largas, coloridas e brilhantes, de semblante sóbrio, portam óculos escuros e carregam um cravo branco na boca. Idealizadores do Mangue beat, entre os quais Chico Science (1966-1997), revisitaram o maracatu e, ao incorporar as batidas em samplers de guitarras e outros instrumentos, criaram a síntese do que seria a “música mangue”: um pé na tradição, outro na modernidade.
 
 
Igualmente realçado na obra da artista está o consagrado Frevo, no qual a música e a dança foram espontaneamente concebidas pelo povo a partir da mistura de marchas militares e de capoeira, em 1907, período em que se consolidava o carnaval de rua, em Recife. É ao som do frevo que o Galo da Madrugada, bloco que, ao reunir mais de um milhão de pessoas, consagrou-se no livro dos recordes como o maior bloco de carnaval do mundo. Entre as referências há, ainda, os Caboclinhos, grupos inspirados em tribos indígenas, como Caetés, Carijos, Tapuias, Tumpinambás, Tupirapes, Taperaguases.
 
 
Joana Lira é artista gráfica pernambucana. Seus trabalhos mais conhecidos estão aplicados em produtos e materiais de comunicação para clientes como ONU, L´Occitane, Banco do Brasil, Folha de São Paulo, AMBEV, Alpargatas, Consul, Canal Futura, TOK & STOK, Unilever, SESC Pompéia, Prefeitura do Recife e Governo do Estado de São Paulo. Realizou as exposições individuais Bichos Aloprados (Recife, 1997) e Quando Tudo Explode (São Paulo, 2017). Participou de exibições coletivas como Design Brasileiro Hoje: Fronteiras, no MAM (São Paulo, 2010), Design para Todos, na V Bienal Brasileira de Design (Florianópolis, 2015), Aparelhamento, na FUNARTE (São Paulo, 2016). Em 2009, foi premiada pelo Pearl Awards, em Nova York, na categoria Best Use of Ilustration, com a ilustração de capa da revista Audi (editora Trip). Em 2015, teve quatro trabalhos selecionados na 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, na qual recebeu troféu de destaque. Em 2016, Joana foi convidada para participar da 5ª Bienal Iberoamericana de Diseño, em Madri, com a estampa Casario, criada para linha de produtos da Tok&Stok. Ainda em 2015 e em 2016, recebeu junto com a equipe da L´Occitane au Brésil o primeiro lugar no Prêmio ABRE, da Associação Brasileira de Embalagem respectivamente com as linhas Olinda e Água de Coco. Durante 10 anos criou e desenvolveu o projeto de cenografia e identidade visual do carnaval do Recife. Este trabalho lhe rendeu participação em diversas exposições nacionais e internacionais, como a mostra sobre Arte e Cidade no Designmai (Alemanha, 2006), a Expo Xangai (China, 2010), a Samba Etc. no Musée International du Carnaval et du Masque Bélgica, 2011) e a Carna Vale, sobre o imaginário brasileiro na cultura brasileira (São Paulo, 2015). Vive e trabalha em São Paulo desde 1999.
 
 
 
Mamé Shimabukuro, paulistana. Estudou Interior Construction na Parson’s School e Lighting Design na School of Visual Arts em New York, em 1992. No momento cursa Ciências Sociais na PUC-SP como estrutura para o seu trabalho de curadora. Trabalhou durante 18 anos com arquitetura de interiores e branding. Realizou, como curadora e produtora, algumas exposições individuais de artistas plásticos como Lucio Carvalho, Renato Imbroisi, Danilo Blanco, Guilherme Leme entre outros. Em 2014, foi uma das 20 curadoras do primeiro laboratório de curadoria do MAM sob coordenação do curador Felipe Chaimovich, um Projeto de Curadoria Coletiva, que originou a exposição #140 caracteres. No mesmo ano, idealizou o Trans Forma Ação, um projeto que visa, através de happenings nas ruas, acionar o sensível da relação inerente entre os cidadãos e a cidade que habitam. Atualmente está envolvida com o roteiro e direção do documentário Minha Sorte é o Olho que eu Tenho, apresentando uma grande coleção de arte popular que contrapõe o erudito e o popular.
 
 
 
Serviço: Exposição: Quando a vida é uma euforia
Abertura: 23 de janeiro de 2018, às 20h
Até 04 de março de 2018 – grátis (Fechado no Carnaval do dia 10 ao dia 14 de fevereiro, ao meio-dia)
De terça a domingo, das 11h às 20h
 
 
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 - Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP –
Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela
Fone: 11 2245 1900
 
 
 
PROGRAMA DE ATIVIDADES
 
O Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake oferece visitas, oficinas e atividades gratuitas, voltadas a diversos públicos.
 
 
Oficina de Música Percussiva Pernambucana
Ministrada pelo músico percussionista Maurício Badé que atualmente trabalha com Criolo e Russo Passapusso.
03/02 sábado, às 11h. - Vagas: 20
 
 
 
Oficina de fantasias de carnaval
Ateliê de produção de fantasias carnavalescas, proposto pelo educador Felipe Tenório.
09/02 6a feira pré-carnaval, às 13h. - Vagas: 20
 
 
 
Padrões Momescos: estampando a emoção
Oficina de estamparia manual para criação de estampas autorais a partir de técnica pochoir inspirados no carnaval pernambucano, ministrada por Lin Diniz e Bárbara Penaforte.
17/02 sábado, das 09h às 18h. - Vagas: 20
 
 
 
Contação de histórias
Contação de histórias inspiradas na exposição.
24/02 sábado, às 11h. - Vagas: 60
 
 
 
Conversa em bloco
Visita à exposição e conversa sobre a pesquisa e as produções para o Carnaval de Recife mediadas pela artista gráfica pernambucana Joana Lira.
24/02 sábado, às 15h. - Vagas: 20
 
 
 
Apresentação de dança contemporânea - FLAIRA FERRO
Espetáculo que une a cultura popular à arte contemporânea feito pela cantora, compositora e dançarina pernambucana Flaira Ferro.
04/03 domingo, às 18h.
 
 
 
Inscrições pelo telefone: 11 2245-1937
Para mais informações acesse www.institutotomieohtake.org.br ou entre em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 
 
 

 

 

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 Brasil Game Show 2018 acontece de 10 a 14 de outubro em São Paulo
 
 
Responsável por uma das mais icônicas séries de jogos eletrônicos de luta participará da abertura do evento, de sessões de meet & greet, fará apresentações no BGS Talks, será jurado de concurso de cosplay e receberá dois prêmios na maior feira de games da América Latina, que acontecerá de 10 a 14 de outubro de 2018
 
 
A Brasil Game Show (BGS) já deu a largada para 2018 e anuncia sua primeira grande atração: Katsuhiro Harada, diretor dos jogos da série de luta Tekken, um dos criadores mais importantes da indústria mundial de games, estará na 11ª BGS, que acontece de 10 a 14 de outubro de 2018, no Expo Center Norte, em São Paulo. No maior evento de games da América Latina, os visitantes da feira poderão acompanhar e participar de uma série de atividades com a presença de Harada, como a abertura oficial do evento, sessões de meet & greet e apresentações no palco do BGS Talks. O famoso produtor japonês também será jurado de concursos de cosplays e receberá duas homenagens: o prêmio Lifetime Achievement Award e um lugar no Wall of Fame, ambas oferecidas apenas a lendas do setor, como Hideo Kojima, Phil Spencer, Ed Boon e Nolan Bushnell.
 
 
"A #BGS10 foi inesquecível e entrou para a história como a maior e mais importante edição até aqui. Trouxemos grandes nomes da indústria, apresentamos muitas novidades e batemos recordes de público, expositores, estações de jogos e lançamentos. Agora é o momento de partir para o 'next level', ou seja, o desafio é crescer ainda mais e entrar de vez para o calendário global dos mais importantes eventos mundiais de games", disse Marcelo Tavares, CEO e fundador da Brasil Game Show. "Estamos trabalhando muito para que a BGS 2018 seja ainda melhor e a participação do Harada inaugura uma série de grandes anúncios que faremos ao longo dos próximos meses", completou.
 
 
 
 
Comemorando 36 anos de carreira, Cássio Scapin retoma um de seus grandes personagens que fascinou crianças e adolescentes nos anos noventa
 
 
Ator e diretor de teatro, Cassio Scapin coleciona mais de 60 diferentes personagens em seu currículo, entre teatro, TV e cinema, dos mais variados tipos, como Ary Barroso, Jânio Quadros, Santos Dummont, Miriam Muniz na peça Eu não dava praquilo, Olavo Bilac, Brás Cubas na peça Memórias Póstumas, Urbano Madureira no Sítio do Pica Pau Amarelo, até um traficante chinês além dos vários personagens da peça O Mistérios de Irma Vap, entre tantos outros. Já recebeu 4 indicações ao Prêmio Shell, ganhando 1, e 4 indicações ao Prêmio APCA, ganhando 2. Além de ganhar também os prêmios Mambembe de teatro infantil, Arte Qualidade Brasil, Governador do Estado e 4 APETESP.
 
Para comemorar seus 36 anos de carreira, Cassio trás de volta aos palcos uma de suas mais importantes criações, depois de 20 anos sem interpretá-lo. O mais conhecido e querido personagem, do já legendário Castelo Rá Tim Bum, está de volta numa sensacional aventura inédita, com texto e direção de Mauricio Guilherme e produção de Rodrigo Velloni.
 
Numa arrojada iniciativa e acompanhado apenas do invisível Espírito da Aventura (na voz de Ney Matogrosso), o aprendiz de feiticeiro deixa o Castelo para cair na estrada e assim descobrir o sentido e a sensação do que é uma verdadeira aventura.
 
Como escolher para onde ir? Como se guiar? Que roupas levar? Com que meio de transporte? São tantas as perguntas para responder. E as possibilidades também. Sendo então nosso protagonista um jovem mágico, estas possibilidades se multiplicam em inúmeras outras.
 
Seja numa noite estrelada, num deserto escaldante, no alto do Monte Everest, no espaço sideral e até no fundo do mar, entre muitos outros lugares, explorar o desconhecido é o lema dessa viagem. Através de um novo olhar, Nino vai descobrindo o que é diferente no mundo e o que também pode vir a ser. Uma lição básica para todos que embarcam numa nova jornada, como a dele.
 
A montagem mostra um jeito completamente novo de reencontrar um velho amigo através de projeções arrojadas, truques cênicos, trilha especialmente composta e a presença do talento único de Cássio Scapin, o Nino original da série da TV Cultura que foi ao ar a partir de 1994, com inúmeras reprises até o dia de hoje, sendo considerado um dos melhores produtos audiovisuais da história da televisão brasileira.
 
Nino, o eterno menino de 300 anos, convida a todos para este reencontro nos palcos do Teatro das Artes. Crianças, jovens e (claro!) adultos também. 
 
 
Ficha Técnica:
Elenco: Cassio Scapin 
Voz do personagem Espírito de Aventura: Ney Matogrosso
Texto e Direção: Maurício Guilherme
Colaboração Criativa: Cassio Scapin
Produção: Rodrigo Velloni
Videografismo: André Grynwask e Pri Argoud
Figurino: Fábio Namatame
Cenário: Chris Aizner e Nilton Aizner
Iluminação: Rodrigo Alves
Trilha Sonora: Dan Maia
Fotografia: Priscila Prade
Assistente de direção: Giovani Tozi
 
 
 
 
 
Serviço: Admirável NINO novo 
Onde: Teatro das Artes 
End: Av. Rebouças, 3970 - Shopping Eldorado - 3º Piso / SP
Inf: (11) 3034-0075
Temporada 2018: de 13 de Janeiro até 25 de Março
Sábados e Domingos às 16h00
Recomendação: livre
 
Ingressos: R$60,00  
Bilheteria: terças e quartas das 14h às 20h; de quinta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. 
 
No Brasil, o festival acontecerá no Rio de Janeiro, no Parque Olímpico, em 20 de abril de 2018 e em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 22 de abril de 2018.
 
 
SOUNDHEARTS Festival será realizado pela primeira vez em abril de 2018 na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru, e terá o RADIOHEAD tanto como headliner quanto como curador do festival.
 
O line-up desta edição inclui ainda o músico, cineasta, produtor, DJ e rapper norte-americano Flying Lotus, o Junun, grupo formado pelo guitarrista Jonny Greenwood com o israelense radicado na Índia Shye Ben-Tzur, e os brasileiros do Aldo the Band.
 
Ingressos para as edições paulista e carioca do festival já estão à venda no site da Livepass
 
Confira mais informações em soundheartsfestival.com.br/
 
 
 
DATAS DO SOUNDHEARTS FESTIVAL
 
14.04.18 – BUENOS AIRES, ARGENTINA
17.04.18 – LIMA, PERU
20.04.18 – RIO DE JANEIRO, BRASIL
22.04.18 – SÃO PAULO, BRASIL
25.04.18 – BOGOTÁ, COLÔMBIA
 
 
 
 
 

Lindíssima canção lançada originalmente no álbum "Marina Lima", 1991. Foi trilha sonora da novela "Perigosas Peruas".

 
A produção inédita do SescTV mostra quem são esses habitantes e o que os levou a morar nesses espaços 
 
 
De acordo com a antropóloga e pesquisadora Stella Paterniani, nos últimos anos, houve um aumento no número de pessoas que vivem em ocupações, tanto em prédios como em terrenos. Para retratar o cotidiano desses brasileiros e discutir o conceito de ocupação, o SescTV exibe Sem-teto, episódio inédito da série Habitar Habitat, que vai ao ar no dia 23/01, terça-feira, às 22h,  com direção do jornalista Paulo Markun e do documentarista Sergio Roizenblit (assista também pela internet em sesctv.org.br/avivo). A produção visita a Ocupação Progresso, no bairro Sarandi, em Porto Alegre – RS, e a Ocupação Hotel Cambridge, no centro da capital paulista.
 
Na Ocupação Progresso, instalada em um terreno na capital gaúcha, Mauro Arruda, 51, desempregado, conta que trabalhou durante 17 anos como vigilante em uma mesma empresa, que faliu. Sem conseguir emprego não viu outra saída a não ser morar na ocupação. Sua esposa, Genesi Silva recorda o quanto foi difícil no início. "A nossa casinha era uma lona, uma cabaninha. Ficamos ali um ano e meio." Hoje, vivendo em uma casa feita de madeira, ela comemora. "Estamos num paraíso". Eles revelam que não invadiram a propriedade, pagaram três mil reais por ela, e acreditam que quem a ocupou ficou com medo de ser expulso e a vendeu.  
 
A líder da Ocupação Progresso Lisiane Vida Alves afirma que há no local 93 famílias, sendo que 47 dessas são haitianas e cerca de 45, brasileiras. "A imagem que é passada de ocupação é marginalidade, é crime, é gente sem lei, é gente se diversos terrenos não cumprem a função social. Estão parados por 10, 20 anos para especulação imobiliária", explica. Segundo ela, esses habitantes não têm condição de pagar por essas casas, mas o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto consegue. "O MTST tem possibilidade de pegar uma verba, enquanto instituição do governo, para construir essas moradias", pensa. 
 
Fundado em 1950, o Hotel Cambridge – que já foi um dos mais luxuosos do País, tendo hospedado famosos brasileiros e internacionais – foi desapropriado pela prefeitura da cidade de São Paulo por não pagamento de dívidas. Em 23 de novembro de 2012, teve seus 16 andares ocupados por aproximadamente 170 famílias. Jeroen Stevens, arquiteto e urbanista da Universidade de Leuven, na Bélgica, é uma dessas pessoas. Está ali com o objetivo de ficar mais próximo de sua fonte de pesquisa para sua tese de doutorado sobre as diversas formas de trabalhar com urbanismo alternativo. "Morar em uma ocupação não é fácil. Você tem que fazer tudo mesmo", diz.
 
Habitantes da Ocupação Hotel Cambridge revelam os motivos que os levaram a se mudarem para lá, como a distância entre o local de trabalho e a residência e o alto preço do aluguel. A viúva e aposentada Irene Silva comenta que, na ocupação, pagam uma taxa simbólica de 200 reais por mês e há um porteiro para controlar a entrada de pessoas no prédio. Aos 64 anos de idade, ela sobe 14 andares, pelas escadas, todos dos dias para chegar até o seu espaço. 
 
Carmen da Silva Ferreira, representante da Frente de Luta por Moradia, mostra uma biblioteca montada no prédio, com livros e móveis doados. "Aqui a gente tem aula de vídeos com as crianças e aula de inglês e espanhol nos fins de semana." Ela também fala sobre um projeto criado por eles para dar oportunidades para alguns moradores de desenvolverem seus trabalhos, como uma padaria e um brechó que há lá dentro. Carmen confessa que a necessidade a levou a viver em uma ocupação. "As pessoas têm que compreender que a gente não quer nada de graça, a gente quer pagar (a propriedade) dentro das nossas possibilidades", desabafa. Para a antropóloga e pesquisadora Stella Paterniani, esse tipo de moradia é precário, quando se refere às estruturas, e não são dignos.
 
No episódio, os moradores revelam ainda o medo diário de serem despejados e o sonho da casa própria. Além disso, a produção conversa com o cineasta Toni Venturi sobre como foi fazer o documentário Um Dia de Festa (2006, 77 min.), que codirigiu com Pablo Georgieff, integrante de um coletivo de arquitetos franceses que estudavam formas alternativas de habitação. Toni conta que o longa foi gravado durante oito ocupações unidas pela FLM, que aconteceram simultaneamente na cidade de São Paulo. "Foi na madrugada após as eleições municipais de 2004", situa. Trechos do filme são exibidos no programa.
 
 
Lançada pelo SescTV em novembro de 2017, a segunda temporada da série Habitar Habitat apresenta, em linguagem documental, diferentes modos de morar no país e suas relações com a cultura. Ela trata o conceito de moradia não apenas como espaço físico, mas também como núcleo de convivências, afetos e deslocamentos. Os treze episódios, de 52 minutos, retratam a vida em quilombos, assentamentos, ocupações, asilos, cortiços e internatos; e ainda registram o cotidiano de refugiados, ciganos, moradores de comunidades alternativas, motorhomes, faróis e veleiros.
 
 
 
 
SERVIÇO: 2ª temporada Habitar Habitat 
Episódio: Sem-teto
Estreia: 23/01, terça-feira, às 22h 
Reapresentações: 24/01, quarta-feira, às 20h; 25/01, quinta-feira, às 14h30; 26/01, sexta-feira, às 8h; 27/01, sábado, às 18h; 28/01, domingo, às 19h; e 29/01, segunda-feira, 9h.
Classificação Indicativa: 10 anos
Direção: Paulo Markun e Sergio Roizenblit 
Produtoras: Miração Filmes e Arapy Produções 
 
 
 
Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV 
Ou consulte sua operadora
Assista também online em sesctv.org.br/ao vivo
 
 
 
 
 
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Richie Kotzen é considerado um dos melhores guitarristas do mundo
e tem um som tão característico que é quase como uma caligrafia.
Inconfundível! 
 
Este ano, o guitarrista e compositor lançou seu vigésimo álbum solo, “Cannibals”, e esteve em uma pequena turnê pelo Brasil abrindo os shows da banda Extreme em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.  
Em um set curto e eficaz, com hits como “you can’t save me”, “doing what the devil says to do” e fechando com “go faster”, Richie conquistou a platéia que lotava o HSBC em São Paulo no sábado pós dia dos namorados. Os solos impactantes e um notável entrosamento entre a banda mostrou que, mesmo depois de todos esses anos, o hardrock ainda pode impressionar.  
 
Por Luana Ferrari
 
Cult Circuito - Esse ano você lançou um novo álbum solo, “Cannibals”. Conta um pouco da criação e concepção desse disco. 
 
Richie Kotzen - Eu escrevi a música “Cannibals” numa onda de criação. Ela simplesmente veio, junto com uma ou duas outras ideias de música – acho que “The Enemy” foi uma delas. E tinha também uma música que eu tinha composto com a minha filha, “You”. Com isso eu entrei em “modo disco”, em “modo gravação”, e fui jogando ideias aqui e ali. Foi assim que esse disco surgiu. Aliás, não só esse disco, mas é assim que os meus discos surgem. Eles acontecem.      Eu começo com duas ou três músicas novas que me empolgam e aí eu olho pra trás e vou buscar coisas que eu comecei a escrever e nunca concluí. É quando essa bola de inspiração começa a rolar que eu, normalmente, consigo terminar esses trabalhos antigos. 
   O que é interessante nesses álbuns é que eles contêm, obviamente, músicas novas, mas também tem coisas que eu não conseguia terminar por muitos anos e já tinha até esquecido. É uma mistura de trabalhos novos e redescobertas. Por exemplo, a música “Come on free” estava no meu HD acho que há uns nove ou dez anos. Depois de ter escrito “Cannibals” eu pensei ‘bom, agora, finalmente, eu posso incluir isso dentro de um álbum’. De algum modo, esse é o meu processo.
   Ao mesmo tempo, ultimamente, eu penso que gostaria de tentar algo diferente da próxima vez que eu fizer um disco solo. Eu venho trabalhando há tanto tempo com o Dylan (Wilson – baixo) e o Mike (Bennet – bateria) e acho que seria divertido entrar em um estúdio como nos velhos tempos. Sabe, marcar uma hora e fazer um disco com todos tocando juntos. A maioria dos meus álbuns eu meio que toco tudo. Eu sempre tenho convidados que vêm e gravam algumas coisas, mas isso é algo que eu não faço há muito tempo e acho que eu gostaria de reviver essa experiência, especialmente depois de estar tocando com esses caras há tanto tampo. Acho que acrescentaria muito à música.
 
Cult Circuito - Como você imagina esse processo? Vocês criariam juntos... 
 
Richie Kotzen - Bom, eu faria... É o seguinte. O que me empolga na música, o que me faz fazer música, é o processo criativo. Eu escreveria as canções, mas ao invés de escrever e imediatamente gravá-las sozinho, eu as escreveria, sentaria ao piano ou com uma guitarra acústica e tocaria para a banda. Eles teriam tempo de digerir a ideia e então colaborariam na produção e veríamos o que acontece. 
 
Cult Circuito - Você falou sobre a música que você compôs com a sua filha, August. Eu sei que essa música veio de uma melodia que ela tinha criado e que ficou esquecida por anos. Como isso aconteceu?
 
Richie Kotzen - Sim! Faz anos... Quer dizer, eu nem sei mais... Há muito tempo, acho que ela tinha uns doze ou treze anos, ela estava sentada ao piano tocando um mesmo trecho sem parar e eu perguntei ‘o que é isso?’ – nós tocamos a melodia algumas vezes até que ela disse ‘Eu que inventei’. Eu disse ‘Isso é muito legal! Nós deveríamos gravar, pra você não esquecer. ’ – disse isso, pois eu tinha certeza que ela provavelmente esqueceria a melodia com o tempo. Então, eu arrumei os microfones sobre o piano e gravei-a tocando por uns sete minutos. Eram três partes que seguiam sem parar. Depois, eu me esqueci dela.
   Mais recentemente, eu estava limpando meu HD e encontrei a gravação. Ouvi de novo e disse ‘isso é muito legal’. Ela não havia feito nada com essa música por anos e então, eu meio que escrevi uma letra e segui a melodia do piano. No final, saiu algo que eu achei que ficou bastante “único”. Quando eu terminei, mostrei pra ela e ela curtiu. Nós decidimos, então, fazer um vídeo e criamos um conceito bem legal. Nós encontramos uma casa velha, bem “vintage”, dos anos 1920, na Califórnia e gravamos o vídeo. Você tem que assistir, é bem legal!
 
Cult Circuito - Estávamos falando sobre o seu processo de criação. Você acha que ele mudou ao longo dos anos? Evolui de alguma forma?
 
Richie Kotzen - Bom, nada mudou recentemente, não. Na verdade, nunca chegou a mudar de verdade. Eu cresci em uma pequena cidade, bastante isolada, e quando eu comecei a fazer minhas demos, eu precisava descobrir como gravar as minhas ideias. Eu arrumava meu ambiente de gravação de modo que eu pudesse pular de um lado para o outro, da bateria para o baixo, piano, guitarra... Eu diria que eu não sou incrivelmente bom em nenhum desses instrumentos, mas eu sou capaz de transmitir o que eu estou ouvindo e era assim que eu fazia as demos e, antigamente, era assim também que eu fazia os meus discos. Eu trazia pessoas para tocar as partes e, com o tempo, eu fui ficando mais aventureiro e passei a tentar tocar eu mesmo. Mas o processo em si não é diferente. 
   Hoje em dia, quando eu gravo, eu organizo o meu estúdio com a bateria microfonada, a guitarra e o baixo plugados, para eu poder andar em círculos. Eu posso colocar uma batida em uma faixa, aumentar uma linha de guitarra, cantar alguma coisa. Com isso, surgem coisas que podem, ou não, entrar no disco. Com o passar do tempo a música evolui e se torna algo que eu ouço e penso ‘está pronta. Está soando como o que eu ouvia na minha cabeça’. Finalmente essa é a única variável real; quando você ouve e fica satisfeito com tudo. É aí que você sabe que a música está pronta. Claro que é fácil se deixar levar pelas incertezas e dúvidas, mas você precisa, em certo momento, realmente confiar nos seus instintos. 
 
Cult Circuito - Nós falamos sobre o seu processo criativo e como ele mudou, ou não mudou. Como você vê tudo isso dentro do cenário do rock? Você acha que as coisas mudaram nas últimas décadas? Quando você tocava com o Mr Big e com o Poison você era esse guitarrista virtuose que tocava milhares de notas por segundo. A habilidade continua a mesma, ou até melhor, mas a gente ouve um fraseado diferente, pausas... Você acha que, de alguma forma, você amadureceu como músico? 
 
RICHIE KOTZEN, show HSBC BRASIL / SP - 2015   (Foto: Divulgação HSBC BRASIL )    

Richie Kotzen - O fraseado é muito importante. É uma língua. É como você se comunica no espaço. Fraseado é a chave. No entanto, eu acho que tenho uma luta interessante porque a minha notoriedade veio de um certo gênero, em um determinado momento, em um ponto da minha evolução. Eu era, literalmente, um garoto de 17 anos escrevendo música instrumental de guitarra para tentar entrar na revista “Guitar Player”. Eu via isso como uma saída. Qualquer coisa que acontecesse depois disso não importava, mas eu via isso tudo como uma maneira de sair da minha pequena cidade. Finalmente, o que aconteceu de fato foi que eu acabei por gravar um disco com aquelas composições de quando eu era um guitarrista de 17 anos. Esse período da vida, 16, 17, 18 e 19 anos, é quando você realmente começa a evoluir. Foi nesse período que eu comecei a crescer como pessoa. Eu comecei a lembrar das músicas que eu ouvia quando era criança e o que me inspirava, o que me fazia querer tocar.

   Com isso eu comecei a cantar e a escrever letras, e realmente foquei em me expressar através da música e não somente através da guitarra. Eu quase abandonei a guitarra por um tempo pra me dedicar a outras coisas. Desde o princípio eu pensava ‘eu amo música’. Quando eu era adolescente eu pensava ‘eu amo tocar hard rock na guitarra’, mas depois eu evoluí e me afastei disso. Com isso, a guitarra passou a ser mais um veículo para expressar as minhas ideias, para trazer minhas músicas à vida. Eu acho que a luta é porque eu fiquei conhecido como um certo tipo de guitarrista que não era necessariamente a verdade. Não representava a essência da minha entidade criativa. Conforme eu fui ficando mais velho, eu pude encontrar essa essência em mim mesmo. Eu cheguei a um ponto onde disse ‘oh, isso é o que eu curto em termos de música. Isso é o que eu gosto’. 

   Agora, como adulto, sinto que o círculo se completou. Eu subo no palco e não preciso mais abandonar a maneira de tocar guitarra com a qual eu cresci, mas ao mesmo tempo eu consigo expressar a criatividade e os elementos da música. Como eu disse, o círculo se fechou. Eu estou em um ótimo momento de criatividade. Não posso reclamar. Mas foi uma longa jornada até chegar onde estou e muitos obstáculos foram superados que pouco ou nada tinham a ver comigo ou com o meu vocabulário como músico. Na indústria tem muita gente querendo te analisar e te dizer o que você é. Com isso, eu descobri que era importante criar um ambiente onde eu pudesse ser eu mesmo. É isso que a minha banda tem de tão poderoso. Dylan e Mike criam uma tela para que eu seja eu. E é por isso que tudo soa tão bem. Se as pessoas gostam ou não, é irrelevante. O que é relevante é que quando eu estou no palco, como eu fiz hoje à noite, é verdadeiro. 
   É o que é. Erros, acordes errados, acordes certos, é... Isso é Richie Kotzen! Isso é o que eu faço. É por isso que eu sou grato. Finalmente depois de tantos anos eu cheguei a um ponto onde eu posso me representar sem influências externas que me fazem sentir desconfortável.
 
Cult Circuito - Eu me lembro que você tem uma bagagem musical bastante interessante e você falou sobre “lembrar o que te levou a fazer música”. Então, o que foi? O que você ouve e/ou ouvia? Quais as suas referências? 
 
Richie Kotzen - Eu cresci em um ambiente bem interessante. Minha mãe era fã de rock. Ela viu Hendrix diversas vezes; foi ao show dos Beatles na primeira vez que eles foram aos Estados Unidos; viu The Rolling Stones; Blood Sweat and Tears, The Who, quando eles abriram pro Herman’s Hemits. Ela tinha todos esses discos. Meu pai era fã de R&B. Ele tinha discos de Curtis, Mayfield, All Green, Sam & Dave. Eu cresci com essa espécie de equilíbrio. Ao mesmo tempo, eu ouvia as rádios da Philadelphia com The Spinners e, mais tarde, “Hall and Oates”. Com o tempo esse som começou a fazer parte do meu DNA. Tem também algumas coisas modernas que eu ouço e que me inspiram de tempos em tempos. Assim, de imediato eu não consigo pensar em nada específico, mas, de vez em quando eu ouço alguma coisa que me faz pensar ‘oh wow, isso me lembra o passado, mas soa diferente e novo’.
   Eu não acho que o espírito da música tenha morrido de forma alguma. Acho que ele evoluiu. O interessante é que agora temos pessoas fazendo música que, quando eu era criança, nunca poderiam fazer simplesmente por não ter a habilidade necessária. A tecnologia permite que alguém, que não são necessariamente músico, que talvez nem saiba afinar uma guitarra, grave algo que pode vir a conectar com outro alguém. Vários músicos estão reclamando disso, mas, ao mesmo tempo, temos que ver o outro lado dessa evolução, onde temos pessoas sendo criativas de um modo que antes era impossível. Eu acho que isso ajudou a abrir o leque de oportunidades. Sem contar que ainda temos jovens que são excelentes músicos e que estão levando o instrumento para outro nível. É isso. Nós temos cada vez mais. Ah, e tem o youtube, para quem está aprendendo. Quando eu era garoto eu não podia ver alguém tocando uma linha de guitarra que eu não estivesse conseguindo decifrar sozinho. Agora isso é possível. Com isso, vemos os jovens avançando e evoluindo cada vez mais rápido pois eles têm e sabem usar todos esses recursos. Eu acho isso tudo muito interessante.
 
Cult Circuito - Então você acha que o cenário está evoluindo?
 
Richie Kotzen - Todo mundo gosta de dizer que estamos andando para trás. Eu acho que culturalmente isso é verdade, estamos andando pra trás. Eu acho que, hoje em dia, todo mundo é uma estrela. Literalmente. E isso faz com que o nível cultural fique absurdamente desinteressante.  No entanto, quando falamos de criatividade, vemos gente quebrando barreiras, seguindo em frente e fazendo coisas que nunca foram feitas que necessitam um certo grau de integridade artística e alguma habilidade. Na verdade, é a mesma coisa que sempre foi, mas em uma escala maior. 
 
Cult Circuito - Você acha que tem alguma diferença para um músico estar no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa ou onde quer que seja? Você acha que a localização geográfica faz com que fique mais ou menos fácil? Faz com que alguém tenha mais ou menos oportunidades.
 
Richie Kotzen - As pessoas gostam de muletas porque se você tem uma desculpa fica mais fácil engolir não conseguir o que você queria. Mas, honestamente, eu não sei o quanto isso realmente faz diferença. Quando eu penso que vim de uma cidade pequenininha na Pensilvânia, onde havia uma cena musical muito limitada – a Filadélfia tinha uma cena musical, e eu podia chegar lá em uma hora, mas... – a verdade é que eu vim do nada e cheguei onde quer que seja. Muitos artistas vieram de diferentes lugares. As pessoas vêm de toda parte. Eu não acredito que essa seja uma muleta válida. Eu acredito que se você fizer algo que dialogue com as pessoas, que conecte com elas, você vai encontrar o seu caminho. Ao mesmo tempo, você pode ser o músico mais talentoso e viver no centro de Nova Iorque e, por qualquer razão desconhecida, as coisas podem simplesmente não acontecer. 
   Pessoalmente, eu trilhei um caminho de frustrações constantes por nunca estar verdadeiramente onde eu queria em termos da minha carreira. De repente, no meio da minha carreira, eu abandonei todo pensamento que eu tinha e passei a seguir as minhas emoções e disse ‘eu só vou fazer música que me deixe feliz.’ Foi assim que eu comecei a sentir que eu estava sendo honesto comigo mesmo, em paz, e com isso portas começaram a se abrir e as pessoas começaram a se conectar com aquela honestidade artística. Eu acho que essa é a grande sacada. Eu não sei se faz muita diferença onde você está. Pense que uma banda como Journey achou um vocalista do Pacífico Sul. Eu acho que não consigo validar o argumento de ‘eu seria uma grande estrela mas estou preso nessa cidade pequena’. Eu não sei mais como as coisas são no começo. Eu tenho 45 anos e lancei o meu primeiro disco aos 18. Estou certo que a minha perspectiva está um pouco distorcida, mas eu acho que a coisa da criatividade é que você faz o que faz porque precisa. É quase uma terapia. Se você estiver fazendo porque precisa ser reconhecido por isso, você está ferrado.          Você entendeu tudo errado. Se você faz simplesmente porque precisa, e porque curte; esse é o começo e o fim. Se você pensa ‘eu preciso ganhar a vida, preciso de dinheiro’, sabe de uma coisa? Arranje um emprego. Seja médico, vá para a escola, abra uma barraca de cachorro-quente. Faça o que você tiver que fazer pra sobreviver. Mas quando se mistura criatividade e finança cria-se um caos interno. Até para os mais bem sucedidos. Alguns ficam famosos pela sua arte e fica fácil se prender em premissas como ‘agora que eu ganhei dinheiro com a minha arte eu tenho que seguir essa linha, mas, de repente, eu não sinto mais dessa forma, quero mudar’. As vezes você muda e perde o que havia conquistado. Você tem que decidir. Se você for sofisticado o suficiente, mentalmente, para separar as coisas, pode ser que tudo dê certo. Mas, pra mim, são duas coisas diferentes. Se eu não pudesse tocar da maneira que eu quero, da maneira que eu ouço, que eu sinto, como eu fiz hoje a noite, eu abandonaria tudo. 100%.  Largaria tudo e arranjaria um emprego como empreiteiro. Eu construiria casas, ou eu trabalharia para a prefeitura de Los Angeles e construiria as linhas de esgoto da cidade; eu pagaria as minhas contas e deixaria minha arte ser minha arte. Eu não quero questões financeiras infiltradas nas minhas decisões criativas. Se não vira ‘porque eu estou fazendo isso? Ou ‘Não é isso que me empolgava.’
   Nem todos se sentem assim. Eu tenho certeza que para um artista pop a formula é diferente. É uma vida diferente. É uma vida que eu não conheço. E é ótima também, mas eu estou falando sob a minha perspectiva, sabe. É o que eu penso...
 
Álbum Cannibals / Richie Kotzen
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