Sábado, 20 Janeiro 2018 | Login
Luis Lobianco, integrante do Porta dos Fundos, chega ao CCBB BH com o drama "Gisberta", monólogo baseado em fatos reais
 
 
O espetáculo "Gisberta" chega ao CCBBBH, com estreia no dia 05 de janeiro, ficando em cartaz até o dia 05 de fevereiro, sempre de sexta a segunda, às 20h, no Teatro I.
 
Idealizada por Luis Lobianco, com direção de produção de Claudia Marques, texto de Rafael Souza-Ribeiro e direção de Renato Carrera, a obra mistura política, história, música, teatro, poesia e ficção para falar de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006 no Porto, em Portugal, após ser torturada por um grupo de 14 menores de idade. Gisberta atravessou o oceano para buscar um território livre, mas morreu no fundo do poço, afogada em ódio e água.
 
Na ocasião o caso ganhou destaque nas discussões sobre a transfobia em Portugal e Gisberta se tornou ícone na luta pela conscientização para uma erradicação dos crimes de ódio contra gays, lésbicas e transexuais. Em 2016, dez anos após a sua morte, Gisberta foi amplamente lembrada em Portugal por meio de inúmeras reportagens. "Já o Brasil, na contramão, é um dos países que mais comete crimes de transfobia e homofobia, números que não param de crescer junto com uma onda conservadora de intolerância com as diferenças. Se não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de Cabaré. Que venham as identidades de humor, gênero, drama, música, tragédia e redenção. O caso de Gisberta não é conhecido por aqui e decidi que Gisberta vai reviver a partir da arte e será amada pelo público." – comenta Lobianco.
 
Caçula de uma família com oito filhos, ainda na infância Gisberta dava sinais de que estava num corpo que não correspondia à sua identidade. Após a morte do pai, deixou os cabelos crescerem definitivamente. Em 1979, aos 18 anos, quando suas amigas morriam assassinadas, na capital paulista, com medo de ser a próxima vítima, deixou o Brasil rumo a Paris. Mais tarde, já depois 
 
de realizar tratamento hormonal e fazer implante de silicone nos seios, mudou-se para o Porto, no Norte de Portugal. Rapidamente enturmou-se na cena gay local. Fazia apresentações em bares e boates. Sem muito jeito com qualquer tipo de liberdade viveu tudo o que nunca experimentou de forma voraz: cantou de Vanusa a Marilyn, bebeu, fumou, cheirou, amou e adoeceu no cabaré. Costumava escrever cartas e mandar fotos para família como forma de garantir que estava segura. Um dia os seus dois cães fugiram de casa e foram atropelados na sua frente. Gis definhou de depressão e Aids. Perdeu os cabelos conquistados, passou a vestir trapos sem gênero e foi morar na rua. Num prédio abandonado foi encontrada, no final de 2005, por um grupo de três meninos mantidos pela Oficina de São José, uma instituição religiosa da vizinhança. No início as crianças ofereceram comida e agasalho, mas a lógica do grupo se converteu em um ódio súbito e inexplicável quando outros 11 meninos se juntaram ao grupo inicial. A partir de 15 de fevereiro de 2006, Gisberta sofreu vários dias de tortura e finalmente, acreditando que ela estava morta, foi jogada ainda com vida dentro de um poço cheio de água. Conclusão do processo: morte por afogamento. Gis, como ela gostava de ser chamada, já vivia sufocada, sua morte foi síntese da sua vida – culpa do ódio e não da água.
 
"O mundo passa por uma grande crise de identidade: o que somos essencialmente e onde podemos viver o que somos? Refugiados podem ser inteiros fora de seus territórios sem inspirarem ameaça? Há liberdade para identidade de gênero mesmo que se tenha nascido em um corpo de outro sexo? Gays podem se amar sem exposição à violência? A reação para o rompimento com padrões sociais é uma explosão de violência cotidiana sem precedentes. Quanto mais ódio, mais a afirmação da identidade se impõe. No ar a sensação de um grande embate mundial iminente - não tem mais como se esconder no armário. Ser livre ou servir à intolerância: eis a questão." – conclui Lobianco. Para contar a história de Gisberta, que é praticamente desconhecida no Brasil e que é também a história de tantas outras vítimas da transfobia, Luis Lobianco interpreta vários personagens com texto concebido a partir de relatos obtidos em contatos pessoais com a família de Gis, do processo judicial e de visitas aos locais da tragédia. Em cena, três músicos acompanham o ator.
 
Uma breve apresentação de Luis Lobianco
Nascido no Rio de Janeiro, Luis Lobianco faz teatro desde 1994. Em 2012, se formou na CAL e foi dirigido por nomes, como: Aderbal Freire-Filho, Moacyr Chaves, Marcelo Saback e Ruy Faria; atuando em mais de 30 montagens teatrais até hoje. Também foi criador dos espetáculos do Buraco da Lacraia, Rival Rebolado e Portátil, todos em cartaz atualmente. Na TV, está no ar com o "Vai Que Cola" no Multishow e se prepara para a estreia da série infantil "Os Valentins", do canal Gloob, onde interpreta o vilão Randolfo, ao lado de Claudia Abreu e Guilherme Weber. Lobianco também é ator fixo do canal Porta dos Fundos desde sua criação, há quatro anos. No cinema já esteve em dez produções entre 2012 e 2017. Lobianco foi indicado ao prêmio F5 da Folha de São Paulo por seu trabalho para TV, como o protagonista de "O Grande Gonzalez", coprodução da FOX com o Porta dos Fundos. Esse ano está no papel principal na série Valentins no canal Gloob e em 2018 fará seu primeiro protagonista no longa-metragem "Carlinhos e Carlão", de Pedro Amorim.
 
Ficha técnica
Atuação: Luis Lobianco / Texto: Rafael Souza-Ribeiro / Direção: Renato Carrera / Direção de Produção: Claudia Marques / Músicos em Cena: Lúcio Zandonadi (piano e voz), Danielly Sousa (flauta e voz), Rafael Bezerra (clarineta e voz) / Pesquisa Dramatúrgica: Luis Lobianco, Renato Carrera e Rafael Souza-Ribeiro / Investigação: Luis Lobianco e Rafael Souza-Ribeiro / Trilha Sonora e músicas compostas: Lúcio Zandonati / 
Iluminação: Renato Machado / Cenário: Mina Quental / Figurino: Gilda Midani / Preparação Vocal: Simone Mazzer / Direção de Movimento: Marcia Rubin / Programação Visual: Daniel de Jesus / Produção Executiva: Renato Mascarenhas / Fotos de divulgação: Elisa Mendes e Aline Macedo / Produção: Fabrica de Eventos / Idealização: Luis Lobianco / Produção Local: Rubim Produções 
 
 
SERVIÇO: "Gisberta", com Luis Lobianco 
QUANDO: de 05 de janeiro a 05 de fevereiro de 2018, de sexta a segunda, às 20h
ONDE: Teatro I – CCBB BH - Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte (MG)
 
Duração: 70 minutos/ Gênero: Drama / Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada) 
Venda de ingressos: bilheteria do teatro / ou www.eventim.com.br
Mais informações: (31) 3431-9400 I (31) 3431-9503
 
Pela primeira vez em turnê solo no Brasil, as apresentações acontecem em fevereiro no Rio de Janeiro (dia 22, no Maracanã), São Paulo (dias 24 e 25, no Allianz Parque) e Porto Alegre (dia 27, no Beira Rio)
 
 
Um dos maiores músicos britânicos de todos os tempos está de volta, retornando ao palco nas primeiras apresentações ao vivo em 10 anos.
 
 
Em fevereiro de 2018, Phil Collins realizará uma turnê de um mês pela América Latina, incluindo visitas ao Brasil, México, Peru, Chile, Uruguai, Argentina e Porto Rico. O cantor e compositor terá ainda como convidada especial a banda anglo-americana PRETENDERS, que se apresenta nos shows da turnê, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
 
 
Um dos artistas mais bem sucedidos de sua geração, com mais singles no topo das paradas britânicas do que qualquer outro artista da década de 80, Phil Collins chegou ao estrelato primeiramente como baterista e, em seguida, como líder do Genesis, fazendo sua estreia solo com o álbum Face Value, de 1981, que trouxe o mundialmente famoso  hit “In The Air Tonight”.
 
 
The Legendary Phil Collins LIVE – Brasil
22 Fevereiro 2018 – Rio de Janeiro, Brasil – Maracanã
24 Fevereiro 2018 – São Paulo, Brasil – Allianz Parque
25 Fevereiro 2018 – São Paulo, Brasil – Allianz Parque
27 Fevereiro 2018 – Porto Alegre, Brasil – Beira Rio
 
Os ingressos já estão à venda  em www.eventim.com.br
 
 
PROMOTOR
Move Concerts e Live Nation Entertainment
 
 
 

 

A APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes anunciou nesta semana (12/17) os vencedores do Prêmio APCA 2017, em várias categorias.
 
A Companhia de Danças de Diadema foi vencedora na categoria Coreografia/Criação com o espetáculo Eu por detrás de MIM, coreografado e dirigido por Ana Bottosso, que estreou em janeiro deste ano.
 
 
EU por detrás de MIM no Sesc Santo Amaro, foi inspirado em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa. Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo existente por trás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta e outras questões foram surgindo durante o processo de criação, iniciado em 2014, norteando as pesquisas cênicas da obra, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema.
 
Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a, então, a iniciar uma pesquisa sobre o assunto.  Posteriormente a esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também da obra literária O Espelho, conto de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. O trabalho propõe o diálogo entre a aguda percepção de Machado acerca da formação do sujeito brasileiro e a poética descoberta que Rosa nos oferece com sua inquieta personagem. 
 
 
Ficha técnica - Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Fábio Cardia. Desenho de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Renato Alves. Concepção figurino: Ana Bottosso. Confecção figurino: Cleide Aniwa. Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Elenco: Allan Marcelino, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
 

 

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Após o enorme sucesso da temporada em São Paulo, a mostra, vista por mais de quatro milhões de pessoas em 25 países, estará em cartaz no Rio de Janeiro até 25 de fevereiro 2018, permitindo que o público interaja com mais de 150 jogos eletrônicos
 
Depois de percorrer 33 cidades de 25 países e ser vista por mais de quatro milhões de pessoas, a megaexposição A Era dos Games segue em cartaz no Rio de Janeiro, onde fica até 25 de fevereiro na Barra da Tijuca.
 
Concebida pelo Barbican Centre de Londres, a mostra passa a limpo a história de um dos maiores fenômenos da cultura de massa da era contemporânea, uma indústria que movimenta mais dinheiro que o cinema e a música juntos, e que em menos de 60 anos passou de uma simples brincadeira de nerds a um movimento social e cultural que influencia a maneira como as novas gerações se relacionam com o mundo.
 
A exposição, que já esteve em São Paulo por quase três meses no Parque Ibirapuera, é programa obrigatório e diversão garantida para toda a família, abrangendo desde o celebrado fliperama até os modernos jogos de caça a Pokémons virtuais.
 
Nos corredores da exposição, além de conhecer em detalhes a história desse fenômeno cultural de nossos dias, o público tem a possibilidade de interagir com mais de 150 jogos de sucesso.
 
Mesmo tendo a interatividade como um de seus principais focos, o objetivo da mostra contempla outros aspectos, como a recuperação da história dos games; a apresentação de novas possibilidades desta área, com o surgimento de tecnologias revolucionárias; e, finalmente, uma cuidadosa explanação da complexa teia de elementos e influências responsáveis pelas diferentes etapas do processo de criação e distribuição dos games. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que investiga o desenvolvimento e uso dos jogos eletrônicos, a exposição procura explorar seus desdobramentos e correlações com a cultura contemporânea.
 
 
“Não há dúvida de que os videogames tiveram um grande impacto na cultura visual contemporânea. A Era dos Games pretende demonstrar a força criativa considerável que sustenta a indústria, destacando as contribuições de indivíduos e empresas-chave que desempenharam um papel em sua evolução. A exposição explora a influência de músicos, cineastas e artistas e mostra claramente que algumas das inovações mais criativas do nosso tempo passaram por este meio fenomenal”, resume Neil McConnon, diretor do Barbican.
 
 
A exposição – que consumiu dois anos de trabalho intenso – tem como ponto de início Spacewar, um dos primeiros jogos criados para computador, desenvolvido em 1961 por uma equipe de estudantes do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em um PDP-1, computador pioneiro que tinha o tamanho de quatro geladeiras. São cerca de seis décadas examinadas minuciosamente, em 14 seções temáticas distintas. Entre os mais de 150 jogos selecionados, há uma longa lista de destaques, a começar pelo Pong, o jogo de tênis extremamente sintético, criado em 1972 e que rodou o mundo. Trata-se do primeiro videogame a gerar lucro (Spacewar não rendeu nem um centavo a seus criadores) e que deu início a uma das megaempresas do setor, a Atari. Quatro anos após ter sido criada, a empresa foi vendida para a Warner por US$ 28 milhões, sinalizando o início de um negócio extremamente próspero, apoiado sobre o tripé da tecnologia, ciência e arte.
 
Atualmente, o segmento é liderado por cinco grandes fabricantes. Além da Atari, estão na lista Nintendo, Sega, Microsoft e Sony. O segmento é fortemente centralizado no Japão, América do Norte e Europa, mas tem demonstrado um forte crescimento em países como Coréia do Sul, Rússia, Índia e também Brasil. Segundo pesquisas divulgadas no ano passado, o Brasil ocupava o 11º lugar no ranking de maior mercado de games, movimentando R$ 900 milhões ao ano.
 
Nos vários segmentos que compõem a mostra, vão sendo apresentados ao público dados sobre as implicações industriais, criativas e comerciais desse fenômeno de massa; sua geopolítica; os personagens que fizeram história; a crescente importância dos jogos infantis e seu potencial uso como ferramenta educativa; os vínculos inquestionáveis entre os games e outras áreas da produção cultural, como a música e o cinema; a mídia especializada; e, finalmente, os enormes avanços tecnológicos que continuam sendo implementados, como o uso cada vez mais sofisticado da tecnologia 3D, a captação mais sensível dos movimentos pela tela ou por sensores e a constatação de que a realidade virtual é algo cada vez mais próximo. Daí a necessidade permanente de atualizar a exposição, agregando a ela inovações como a Virtual Sphere.
 
 
Uma exposição do BARBICAN CENTRE de Londres
 
Serviço:
DATA: Até até 25 de fevereiro 2018
LOCAL: VillageMall (Av. das Américas, 3900 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ)
HORÁRIO: Terça a sábado das 14h às 22h; Domingos e feriados das 14h às 21h
 
QUANTO: R$20,00 / R$10,00 meia entrada*
GRATUIDADE para grupos pré-agendados de alunos da rede pública e/ou de ONGs e instituições que trabalham com jovens e adultos em situações de vulnerabilidade / de comunidades de baixa renda, com possibilidade de entrega de Kit Educativo e visita guiada. Disponibilidade de visitas pré-agendadas durante toda a exposição. Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Telefone: (011) 3138-4900
 
 
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