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DAVID GILMOUR (Foto:Kevin Westenbergr) DAVID GILMOUR (Foto:Kevin Westenbergr)

DAVID GILMOUR - Shine On You Crazy Diamond, Pink Floyd

 
 
David Gilmour – Biografia
 
David Jon Gilmour nasceu em Cambridge, Inglaterra e cresceu em Grantchester Meadows. Aos 13 anos ganhou seu primeiro violão e foi então que tudo começou.
Gilmour comecou a tocar em 1963 no seu primeiro grupo, Joker’s Wild. A banda mudou seu nome para Flowers em 1967 e acabou se dissolvendo no mesmo ano, quando Gilmour formou os Bullitt.
A história de Gilmour com o Floyd começa em 1968, quando foi convidado a integrar uma banda do antigo amigo de infância do Colégio de Artes e Tecnologia de Cambridge, Roger Keith ‘SYD’ Barrett. Esta banda era o Pink Floyd (formado na época por Syd, Roger Waters, Richard “Rick” Wright e Nicholas “Nick” Mason). O grupo fez quatro ou cinco shows com os cinco integrantes, mas logo depois, Syd, que infelizmente já apresentava sinais de grave desordem mental, foi forçado a se afastar do Floyd.
PINK FLOYD – O primeiro disco do Pink Floyd já tendo Gilmour como guitarrista foi A saucerful Of Secrets de 1968. E o primeiro crédito de David por autoria na banda foi pela faixa instrumental que deu nome ao disco.  O prestígio da banda cresceu nos anos seguintes com os discos Ummagumma, Atom Heart Mother e Meddle, além das trilhas sonoras para dois filmes, More e Obscured By Clouds. O comando da banda havia sido assumido aos poucos com maestria por David Gilmour, que passou a dividir com Roger Waters a responsabilidade de compor as músicas da banda.
Em 1973 gravam o lendário The Dark Side Of The Moon, um dos álbuns mais bem sucedidos da história, que viria a permanecer mais de 20 anos entre os mais vendidos do planeta. Com este disco o Pink Floyd prova definitivamente que não dependia apenas do gênio de Syd Barrett e supera em todos os aspectos a obra prima que foi o primeiro disco. A EMI chegou a construir fábricas para poder dar vazão à demanda pelo álbum, que marcou uma fase de trabalho de conjunto e de extrema harmonia entre os membros da banda.
Segue-se Wish You Were Here, um trabalho conceitual e um verdadeiro tributo a Syd Barret. O tema da ausência é o pretexto para indiretamente homenagear e analisar o gênio louco. Curiosamente durante as gravações deste disco Syd Barret compareceu ao estúdio, gordo, sujo e careca, com uma imagem tão degenerada que custou a ser reconhecido pelos companheiros.
Animals, de 1977, inaugura a fase de protesto político-social da banda e também marca o início de um predomínio de Roger Waters sobre os outros músicos. O disco é baseado na peça teatral “A Revolução dos Bichos” de George Orwell e retrata as contradições e injustiças da sociedade capitalista.
Durante as gravações de The Wall surgem os primeiros atritos entre os membros, com Roger Waters tomando para si o controle da banda. The Wall era um tratado sobre a solidão e sobre o poder esmagador do sucesso, mas era antes de tudo uma autobiografia do que Roger Waters supunha ser. A obra, logo tachada de ópera-rock, seria lançada também em forma de filme.
Com o álbum The Final Cut agravam-se os problemas de relacionamento entre os membros, com Roger Waters tendo despedido Rick Wright e relegado os outros componentes da banda a pouco mais do que músicos de estúdio. Waters compôs o conceito e praticamente a totalidade das músicas, além de ter sido o responsável por todos os vocais. O álbum na realidade deveria ser um trabalho solo, mas a gravadora achou que seria mais lucrativo lança-lo como trabalho da banda.
Brigas entre os componentes restantes levaram Roger Waters a deixar o grupo em 1985 assumindo que sem ele, o Pink Floyd se desmembraria. Em vez disso, David Gilmour assumiu por completo o controle da banda e criou outra obra-prima,  A Momentary Lapse Of Reason.
Em 1994, em um clima de volta triunfal, após alguns anos sem gravar e sem se apresentar ao vivo, a banda volta com The Divison Bell, disco que teve excelente aceitação por parte da crítica e do público. Pouco mais tarde, em 1995 é lançado Pulse, uma outra gravação ao vivo.
Em 1996, Gilmour foi entronizado no Hall da Fama do Rock and Roll com o Pink Floyd.
CARREIRA SOLO – Durante os intervalos musicais do Pink Floyd, Gilmour passava o tempo tocando como músico de estúdio, produzindo discos e até fazendo às vezes como engenheiro de som de palco para uma enorme variedade de espetáculos,  como Roy Harper, Kate Bush, The Dream Academy, Grace Jones, Arcadia, Bryan Ferry, Robert Wyatt, Hawkwind, Paul McCartney, Ringo Starr, Sam Brown, Jools Holland, Propaganda, Pete Townshend, The Who, Supertramp (juntos criaram o êxito “Brother where you bound” do álbum com o mesmo nome), vários “supergrupos” de solidariedade e muito mais.
 
Gilmour lançou seu primeiro álbum, na Primavera de 1978, simplesmente chamado de David Gilmour. O seu segundo álbum, About face, foi editado em 1984.
Em 2002, Gilmour fez uma série de concertos acústicos em Londres e Paris, juntamente com Rick Wright (tecladista do Pink Floyd) e uma pequena banda e coro, que foi documentado na edição de David Gilmour in Concert.
Em 2006, lançou mais um trabalho solo, On An Island, considerado por ele seu melhor em 30 anos. O álbum contou com um elenco de nomes de ouro na música, os quais já conhecidos pela maioria dos fãs de Gilmour como Guy Pratt, Jon Carin e Richard Wright , além das participações de David Crosby e Graham Nash, e a co-produção do guitarrista Phil Manzanera.
No ano de 2008, Gilmour lançou o DVD Duplo Remember That Night – Live at the Royal Albert Hall que sintetizou os grandes shows deste seu  último trabalho. No segundo semestre do mesmo ano, David lançou o álbum Live In Gdànsk, gravado na Polônia no ano de 2006, em comemoração aos 26 anos do partido Solidariedade. Assim como em Remember That Night, este disco traz raridades e clássicos do Pink Floyd, além de seus recentes trabalhos.
Em outubro de 2010, foi anunciado o lançamento do álbum Metallic Spheres, da banda de música eletrônica The Orb, com a colaboração de David. O trabalho contém músicas inacabadas de Gilmour remixadas pelo The Orb em um novo formato de áudio tridimensional.
Em julho de 2015, David Gilmour, divulgou o novo single, “Rattle That Lock”. A música contou com a participação do guitarrista da banda Roxy Music, o pianista Jools Holland e a mulher de Gilmour, Polly Sampson, que escreveu parte da letra. O álbum homônimo foi lançado mundialmente no dia 18 de setembro de 2015.
 
 
David Gilmour in Concert at Royal Festival Hall Concert 2002
 

 


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Shine On You Crazy Diamond, Pink Floyd - David Gilmour

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  • Pesquisa revela os 10 FILMES mais esperados em 2018
    O universo Marvel conquistou as três primeiras colocações, enquanto a rival DC Comics aparece em quinto lugar no ranking.
     
     
    Levantamento mostra os filmes do universo Marvel
    como os mais aguardados para 2018.
    Essa é a quinta edição da pesquisa,
    que contou com quase 10 mil participações. 
     
     
    A 5ª edição da pesquisa Geek Power, realizada pelo Omelete Group, em parceria com o IBOPE CONECTA – plataforma web do IBOPE Inteligência - aponta quais são os filmes mais aguardados pelo público de cultura pop em 2018.
     
     
    Confira a lista completa:
     
    10 - Os Novos Mutantes
    (20th Century Fox e Marvel Entertainment)
     
    Com dois brasileiros no elenco, Alice Braga e Henry Zaga, Os Novos Mutantes é um filme derivado da franquia dos X-Men com uma pegada de terror. Na trama, cinco jovens mutantes começam a descobrir melhor suas habilidades enquanto são mantidos em uma instalação secreta contra suas vontades. O décimo lugar da lista de mais esperados de 2018, com 10% dos votos, tem direção de Josh Boone e a estreia está marcada para 13 de abril de 2018.
     
    Durante painel da Fox na CCXP 2017, Boone revelou que a sequência do filme pode ter cenas rodadas no Brasil, já que um dos mutantes, o Mancha Solar, - vivido por Zaga - é brasileiro. O painel também contou com a presença de Alice e Henry.
     
    Os Novos Mutantes conta também com Maisie Williams, conhecida por interpretar Arya Stark em Game of Thrones, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton e Blu Hunt no elenco.
     
     
    9 - Círculo de fogo –A Revolta
    (Universal Pictures)
     
    Estrelado por John Boyega (Star Wars), o nono lugar da lista é Círculo de Fogo –A Revolta, com estreia no Brasil em 23 de março de 2018. No filme, que recebeu 11% dos votos na pesquisa, Boyega interpreta o rebelde Jake Pentecost, um então promissor piloto de Jaeger, que abandona seu treinamento e entra com o submundo do crime.
     
     
    8 - X-Men: A Fênix Negra
    (20th Century Fox)
     
    Mais uma aventura do universo X-Men está entre os filmes mais esperados em 2018. A trama relata a transformação de Jean Grey, vivida por Sophie Turner, (a Sansa de Game of Thrones) na Fênix Negra, um ser cósmico de imenso poder. O longa é parcialmente baseado nas HQs de Chris Claremont e ainda tem no elenco Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, James McAvoy, Nicholas Hoult, Alexandra Shipp, Tye Sheridan e Kodi Smit-McPhee. Simon Kinberg dirige o filme que recebeu 11% dos votos e chega aos cinemas em 2 de novembro de 2018.
     
     
    7 - Os Incríveis 2
    (Disney/Pixar)
     
    Continuação da famosa animação que trará de volta a família superpoderosa, Os Incríveis 2 começará minutos após o final do longa original. Dezenas de novos heróis serão revelados e o Sr. Incrível precisará ficar em casa cuidando de Zezé e acaba descobrindo os poderes do filho mais novo – que ao enfrentar um guaxinim demonstra 10 poderes. A estreia do sétimo filme mais esperado em 2018 está marcada para junho. Na pesquisa, a animação recebeu 19% do predileção 
     
     
    6 - Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
    (Warner Bros. Pictures)
     
    O universo Harry Potter está representado na lista dos filmes mais aguardados do ano. No final do primeiro filme (Animais Fantásticos e Onde Habitam), o poderoso Bruxo das Trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou e começou a reunir seguidores, que em sua maioria desconhecem seu verdadeiro propósito: elevar os bruxos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, AlvoDumbledore (Jude Law) procura seu antigo aluno, Newt Scamander, que concorda em ajudar, sem saber dos perigos que o aguardam. Linhas são traçadas quando amor e lealdade são testados, mesmo entre os amigos e familiares mais verdadeiros, em um mundo bruxo cada vez mais dividido. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald teve 20% dos votos e a estreia será no dia 16 de novembro de 2018.
     
     
    5 - Aquaman
    (Warner Bros. Pictures/DC Comics)
     
    Os 23% do público que votaram em Aquaman como o filme mais aguardado de 2018 terão uma longa espera, já que a estreia está marcada apenas para em 21 de dezembro. No seu primeiro filme solo, Aquaman (Jason Momoa) aparece como um líder relutante em Atlântida. Nesse tempo, os humanos passaram a poluir cada vez mais os oceanos ao redor do mundo, fazendo com que os Atlantes comecem a se preparar para invadir a superfície. No elenco ainda estão Yahya Abdul-Mateen II (The Get Down) e Patrick Wilson (franquia Invocação do Mal) que serão, respectivamente, os vilões Arraia Negra e Mestre do Oceano. Amber Heard fará o papel de Mera, interesse amoroso de Aquaman. Willem Dafoe também está no elenco como Vulko, Nicole Kidman como Atlanna, a mãe do Aquaman, e Temuera Morrison, mais conhecido por ter interpretado o pai de Boba Fett em Star Wars: O Ataque dos Clones, como o pai de Arthur Curry/Aquaman.
     
     
    4 - Solo: Uma História Star Wars
    (Disney/Lucasfilm)
     
    Spin-off de Star Wars, Solo vai se concentrar em como o jovem Han Solo (Alden Ehrenreich) se tornou o ladrão, contrabandista e malandro que Luke Skywalker e Obi-Wan Kenobi conheceram na cantina de Mos Eisley. O filme se passa antes dos eventos retratados em Star Wars: Uma Nova Esperança, inclusive encontrando com Lando Calrissian (Donald Glover). Com 23% dos votos do público, o filme tem estreia prevista para 24 de maio.
     
     
    3 - Pantera Negra
    (Disney/Marvel)
     
    Iniciando o pódio dos filmes mais aguardados em 2018 está Pantera Negra. O longa do universo Marvel inicia logo após os eventos de Capitão América: Guerra Civil, quando T'Challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman) retorna para casa na nação reclusa e tecnologicamente avançada de Wakanda, para servir como o novo líder e descobre que seu trono é desafiado por facções dentro de seu próprio país. O filme ainda tem no elenco Michael B. Jordan (Erik Killmonger), Lupita Nyong'o (Nakia) e Danai Gurira (Okoye), que recentemente participou de um painel sobre o filme na CCXP 2017 e revelou que Okoye é uma mulher muito forte e, como os brasileiros, apaixonada pelo país e sua cultura. Com 26% da preferência do público, o filme estreia em 15 de fevereiro de 2018.
     
     
    2 - Deadpool 2
    (20th Century Fox/ Marvel)
     
    A sinopse oficial e divertida conta que depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chef de cafeteria desfigurado, Wade Wilson, o Deadpool, luta para alcançar seu sonho de se tornar o barman mais quente de Mayberry, enquanto também aprende a lidar com sua perda de paladar. Procurando reencontrar seu gosto pela vida, junto com um capacitor de fluxo, Wade precisa lutar contra ninjas, Yakuza, e uma alcateia de caninos sexualmente agressivos. Na sequência de Deadpool, Ryan Reynolds volta ao papel principal, Zazie Beetz faz Dominó e Josh Brolin será o Cable. O filme tem direção de David Leitch e Simon Kinberg na produção. A estreia está marcada para 1º de junho de 2018. Deadpool 2 conquistou o segundo lugar na preferência do público com 30% dos votos.
     
     
    1 - Vingadores: Guerra Infinita
    (Marvel)
     
    O lugar mais alto do pódio, com esmagadores 72% dos votos, ficou com Vingadores: Guerra Infinita. O filme mostra Thanos (Josh Brolin) chegando à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia, ao mesmo tempo em que lidam com desavenças entre alguns de seus integrantes. O campeão na lista de espera para 2018 estreia em 26 de abril.
     
    Vingadores (Divulgação/Marvel)
    Vingadores (Divulgação/Marvel)
     
     
    **A pesquisa Geek Power foi feita pelo Ibope CONECTA e as coletas foram realizadas no site do Omelete de 8 a 17 de novembro de 2017 em um montante de 9.471 entrevistas.
     
     
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  • Exposição de JOANA LIRA apresenta o carnaval pernambucano ao público paulistano
     
    Quando a vida é uma euforia
     
    Abertura: 23 de janeiro, às 20h – até 04 de março de 2018
     
     
    Responsável por imprimir nas ruas de Recife a identidade visual e a cenografia do carnaval pernambucano ao longo de dez anos, a artista gráfica Joana Lira apresenta no Instituto Tomie Ohtake o carnaval pernambucano, ressaltando as manifestações regionais, com um olhar atual, repleto de resignificados.
     
     
    Com curadoria de Mamé Shimabukuro, a mostra promove uma aproximação do visitante com o multifacetado carnaval pernambucano, transportando o público para aquela que é considerada uma das maiores festas populares brasileiras. “A mostra busca uma tonalidade experimental, ao costurar situações imersivas e documentais sobre as histórias e personagens deste carnaval, refletindo sobre como as representações gráficas da cultura carnavalesca interagem com os sentimentos e emoções das pessoas”, afirma a curadora.
     
     
    Ainda que muito apreciado nacionalmente, o país conhece pouco a particular diversidade de ritmos, melodias, temas e personagens contidos no carnaval de Recife. Por isso a exposição, que conta com trilha sonora de Maurício Badé, é também uma rara oportunidade de o público paulistano mergulhar nas originais narrativas que desenham o imaginário popular desta cultura local. Segundo Ricardo Ohtake, o Instituto realiza esta exposição principalmente pelo projeto exaltar o encontro da arte com a rua. “Joana traduz com seu vigor criativo as tradicionais invenções do povo edificadas na cultura brasileira”, completa.
     
     
    O primeiro núcleo da mostra trata da ideia de pertencimento, ao trazer conteúdos e registros de manifestações culturais locais, tais como Frevo, Maracatu Rural, Maracatu Nação e Caboclinhos, além das propostas de intervenção urbana realizadas pela artista. Já o segundo favorece a experiência sensorial, apresentando ao visitante a possibilidade de sentir a pulsação do carnaval por meio de grandes projeções marcadas pelo som dos vários ritmos locais. Por sua vez, o terceiro núcleo concentra-se na noção de transcendência, para colocar o espectador dentro da folia, ao exibir personagens em tamanhos monumentais, as grandes proporções que sublinham o trabalho de Joana Lira.
     
     
    “Joana desenvolveu uma antropologia visual expressa por uma linha preta vazada receptiva, que possibilita a expansão de formas geométricas e cores vibrantes. Ao mesmo tempo, estão implícitas e explícitas relações de euforia, alegria e sensualidade presentes em seu trabalho. Falamos aqui em relações estéticas e de constituição do sujeito relacionados a cidade de Recife, reconhecendo e revivendo raízes da cultura além de promover uma nova educação estética pela sensibilização do olhar”, afirma a curadora.
     
     
    Entre as manifestações que mantêm viva a tradição do carnaval pernambucano e alimentam a obra de Joana Lira, destacam-se os maracatus nação e rural. Enquanto o nação cultua os orixás africanos com cortejos de reis e rainhas de influências africanas e portuguesas, o rural, de origem indígena, evoca os caboclos da mata, personagens conhecidos como Caboclos de lança, criação oriunda dos trabalhadores da cana de açúcar. Com vestes largas, coloridas e brilhantes, de semblante sóbrio, portam óculos escuros e carregam um cravo branco na boca. Idealizadores do Mangue beat, entre os quais Chico Science (1966-1997), revisitaram o maracatu e, ao incorporar as batidas em samplers de guitarras e outros instrumentos, criaram a síntese do que seria a “música mangue”: um pé na tradição, outro na modernidade.
     
     
    Igualmente realçado na obra da artista está o consagrado Frevo, no qual a música e a dança foram espontaneamente concebidas pelo povo a partir da mistura de marchas militares e de capoeira, em 1907, período em que se consolidava o carnaval de rua, em Recife. É ao som do frevo que o Galo da Madrugada, bloco que, ao reunir mais de um milhão de pessoas, consagrou-se no livro dos recordes como o maior bloco de carnaval do mundo. Entre as referências há, ainda, os Caboclinhos, grupos inspirados em tribos indígenas, como Caetés, Carijos, Tapuias, Tumpinambás, Tupirapes, Taperaguases.
     
     
    Joana Lira é artista gráfica pernambucana. Seus trabalhos mais conhecidos estão aplicados em produtos e materiais de comunicação para clientes como ONU, L´Occitane, Banco do Brasil, Folha de São Paulo, AMBEV, Alpargatas, Consul, Canal Futura, TOK & STOK, Unilever, SESC Pompéia, Prefeitura do Recife e Governo do Estado de São Paulo. Realizou as exposições individuais Bichos Aloprados (Recife, 1997) e Quando Tudo Explode (São Paulo, 2017). Participou de exibições coletivas como Design Brasileiro Hoje: Fronteiras, no MAM (São Paulo, 2010), Design para Todos, na V Bienal Brasileira de Design (Florianópolis, 2015), Aparelhamento, na FUNARTE (São Paulo, 2016). Em 2009, foi premiada pelo Pearl Awards, em Nova York, na categoria Best Use of Ilustration, com a ilustração de capa da revista Audi (editora Trip). Em 2015, teve quatro trabalhos selecionados na 11ª Bienal Brasileira de Design Gráfico, na qual recebeu troféu de destaque. Em 2016, Joana foi convidada para participar da 5ª Bienal Iberoamericana de Diseño, em Madri, com a estampa Casario, criada para linha de produtos da Tok&Stok. Ainda em 2015 e em 2016, recebeu junto com a equipe da L´Occitane au Brésil o primeiro lugar no Prêmio ABRE, da Associação Brasileira de Embalagem respectivamente com as linhas Olinda e Água de Coco. Durante 10 anos criou e desenvolveu o projeto de cenografia e identidade visual do carnaval do Recife. Este trabalho lhe rendeu participação em diversas exposições nacionais e internacionais, como a mostra sobre Arte e Cidade no Designmai (Alemanha, 2006), a Expo Xangai (China, 2010), a Samba Etc. no Musée International du Carnaval et du Masque Bélgica, 2011) e a Carna Vale, sobre o imaginário brasileiro na cultura brasileira (São Paulo, 2015). Vive e trabalha em São Paulo desde 1999.
     
     
     
    Mamé Shimabukuro, paulistana. Estudou Interior Construction na Parson’s School e Lighting Design na School of Visual Arts em New York, em 1992. No momento cursa Ciências Sociais na PUC-SP como estrutura para o seu trabalho de curadora. Trabalhou durante 18 anos com arquitetura de interiores e branding. Realizou, como curadora e produtora, algumas exposições individuais de artistas plásticos como Lucio Carvalho, Renato Imbroisi, Danilo Blanco, Guilherme Leme entre outros. Em 2014, foi uma das 20 curadoras do primeiro laboratório de curadoria do MAM sob coordenação do curador Felipe Chaimovich, um Projeto de Curadoria Coletiva, que originou a exposição #140 caracteres. No mesmo ano, idealizou o Trans Forma Ação, um projeto que visa, através de happenings nas ruas, acionar o sensível da relação inerente entre os cidadãos e a cidade que habitam. Atualmente está envolvida com o roteiro e direção do documentário Minha Sorte é o Olho que eu Tenho, apresentando uma grande coleção de arte popular que contrapõe o erudito e o popular.
     
     
     
    Serviço: Exposição: Quando a vida é uma euforia
    Abertura: 23 de janeiro de 2018, às 20h
    Até 04 de março de 2018 – grátis (Fechado no Carnaval do dia 10 ao dia 14 de fevereiro, ao meio-dia)
    De terça a domingo, das 11h às 20h
     
     
    Instituto Tomie Ohtake
    Av. Faria Lima 201 - Complexo Aché Cultural
    (Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP –
    Metrô mais próximo - Estação Faria Lima/Linha 4 - amarela
    Fone: 11 2245 1900
     
     
     
    PROGRAMA DE ATIVIDADES
     
    O Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake oferece visitas, oficinas e atividades gratuitas, voltadas a diversos públicos.
     
     
    Oficina de Música Percussiva Pernambucana
    Ministrada pelo músico percussionista Maurício Badé que atualmente trabalha com Criolo e Russo Passapusso.
    03/02 sábado, às 11h. - Vagas: 20
     
     
     
    Oficina de fantasias de carnaval
    Ateliê de produção de fantasias carnavalescas, proposto pelo educador Felipe Tenório.
    09/02 6a feira pré-carnaval, às 13h. - Vagas: 20
     
     
     
    Padrões Momescos: estampando a emoção
    Oficina de estamparia manual para criação de estampas autorais a partir de técnica pochoir inspirados no carnaval pernambucano, ministrada por Lin Diniz e Bárbara Penaforte.
    17/02 sábado, das 09h às 18h. - Vagas: 20
     
     
     
    Contação de histórias
    Contação de histórias inspiradas na exposição.
    24/02 sábado, às 11h. - Vagas: 60
     
     
     
    Conversa em bloco
    Visita à exposição e conversa sobre a pesquisa e as produções para o Carnaval de Recife mediadas pela artista gráfica pernambucana Joana Lira.
    24/02 sábado, às 15h. - Vagas: 20
     
     
     
    Apresentação de dança contemporânea - FLAIRA FERRO
    Espetáculo que une a cultura popular à arte contemporânea feito pela cantora, compositora e dançarina pernambucana Flaira Ferro.
    04/03 domingo, às 18h.
     
     
     
    Inscrições pelo telefone: 11 2245-1937
    Para mais informações acesse www.institutotomieohtake.org.br ou entre em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
     
     
     

     

     

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