Sexta, 24 Novembro 2017 | Login
Mês de novembro conta com programação para toda família, espetáculos circenses, teatrais e de dança, além de atividades tecnológicas e esportivas integram as atrações
 
 
No domingo, 12/11, às 12h, a diversão fica por conta da Trupe Dunavô com o espetáculo “Refugo Urbano”. A peça fala sobre uma história de sentimentos, humanidade, sonhos, amor e palhaços. E no dia 19/11, às 16h, a trupe apresenta “O Livro do Mundo Inteiro”, em que um grupo de palhaços parte com a missão de colher histórias para a finalização de um livro misterioso.
A Cia. de Danças de Diadema conta uma história de gestos por meio da dança, onde uma mão que, fascinada por movimentos, parte à descoberta do corpo. O espetáculo “A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica” acontece nos dias 19/11 (domingo) e no feriado 20/11 (segunda-feira), às 12h. 
Ainda integra a programação do mês atividades tecnológicas e esportivas, além de contação de história acessível. Confira a programação completa:
 
CIRCO:
SEMI-BREVE - COM LAS CABAÇAS
Em Semi-Breve a dupla de palhaças Bifi e Quinan fazem uma releitura de cinco números tradicionais da palhaçaria circense: A Pulga; Soldado, sen-tido!; O Salto no Copo d'água; A Mágica e O Nome dos Santos. Livre | Grátis | 05/11. Domingo, às 16h
 
O LIVRO DO MUNDO INTEIRO - COM TRUPE DUNAVÔ
Um grupo de palhaços parte com a missão de colher histórias para a finalização deste livro misterioso, que será guardado e reaberto daqui milhares de anos, para que todos saibam dessas importantes histórias. 
Livre | Grátis | 19/11. Domingo, às 16h
 
TEATRO:
DIVAGAR E SEMPRE - COM LAS CABAÇAS
No meio da floresta, Bifi e Quinan procuram chegar a um lugar utópico e desconhecido, que vai se construindo à medida que caminham. O dia a dia das palhaças na canoa e nas terras por onde pisam, o encontro com a onça pintada, a singela alegria de um peixe pescado, os sons, a solidão e o medo, revelam ao espectador o imaginário misterioso desse lugar e dessas figuras. 
Livre | R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 5,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes)| Grátis para crianças até 12 anos mediante retirada de ingresso na Bilheteria | 05/11. Domingo, às 12h
 
REFUGO URBANO - COM TRUPE DUNAVÔ
Dois mundos excêntricos, caos e ordem, ligados pela ação da transformação. Dois seres intrigantes e complexos.  Claudius é organizado, comedido e cuidadoso. Pamplona é vibrante, emocional, e guarda consigo um universo único debaixo de seus sacos plásticos e papelões. Eles não se conhecem... ainda! Porém juntos, descobrirão o que há de mágico na trágica crueza das ruas. 
Livre | R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 5,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes)| Grátis para crianças até 12 anos mediante retirada de ingresso na Bilheteria | 12/11. Domingo, às 12h
 
DANÇA:
A MÃO DO MEIO - SINFONIA LÚDICA - COM CIA. DE DANÇAS DE DIADEMA
Uma sinfonia lúdica composta de movimento, som e luz, que nos faz mergulhar num mundo feito poesia. Situações cotidianas se transformam, num piscar de olhos, em mágica. Gestos simples fazem surgir imagens surpreendentes e sensações inéditas.  Uma história sobre o nascimento, a descoberta do corpo e da vida, e também, sobre as diferenças. 
Livre | R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 5,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes)| Grátis para crianças até 12 anos mediante retirada de ingresso na Bilheteria | 19 e 20/11. Segunda e domingo, às 12h
 
FORÇA FLUÍDA - COM CIA. DE DANÇAS DE DIADEMA
O fluxo natural vem da natureza. O fluxo da respiração esta de acordo com a natureza. Qual é a força que flui...? O que faz o forte fluir...?
R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes). Não recomendado para menores de 12 anos. | 18/11. Sábado, às 20h
 
TECNOVEMBRO - Oficinas tecnológicas:
 
Arduino para família
Este workshop será uma ótima oportunidade de aproximar a família ao mundo da tecnologia e da cultura Maker, sendo apenas o início de uma infinidade de projetos utilizando esta plataforma. Não recomendado para menores de 10.
Grátis | Inscrições gratuitas no local com 30 minutos de antecedência
05/11. Domingo, das 14h às 17h
19/11. Domingo, das 14h às 17h
 
Meu primeiro robô
Nesta oficina, os participantes irão programar seu próprio robô seguidor de linha, ou seja, um robô capaz de seguir de maneira autônoma um circuito definido por uma linha branca sobre uma superfície preta. 
Grátis | Inscrições gratuitas no local com 30 minutos de antecedência.
12/11. Domingo, das 14h às 17h
 
Exposição Acessível:
 
Contação de Histórias para ouvintes e não ouvintes - Com a arte educadora Isadora Borges
Contação de histórias para o público espontâneo ouvinte e não ouvinte, inspiradas nos ilustradores da exposição Linhas de Histórias: o livro ilustrado em sete autores. 
Livre | Grátis | 05 e 12/11. Domingo, às 14h
 
NA ROTA DO PEDAL:
Projeto que visa ampliar as questões sobre o pedalar e mobilidade urbana além de incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.
 
Giro 50km
Pedal de aproximadamente 50 km, passando pelas Unidades do Sesc Vila Mariana, Bom Retiro, 24 de maio, fazendo uma parada no Mercado Municipal de São Paulo. 
Não recomendado para menores de 16 | Grátis | 26/11. Domingo, das 8h às 15h
 
Pelas trilhas de Paranapiacaba 
Pedal de nível moderado em piso misto - terra e asfalto, permeados por mata e riachos, com aproximadamente de 35 Km. Informações e inscrições pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  
Não recomendado para menores de 16 | Grátis | 19/11. Domingo, às 8h
 
GERANDO SAÚDE NA MATERNIDADE:
Dança Materna para Mães, Pais e Bebês + Banho de Balde - Com Tatiana Tardioli
Uma aula de dança especialmente conduzida para embalar as famílias, finalizada com massagem e um refrescante banho de balde nos pequenos. O banho de balde é uma experiência extremamente prazerosa para o bebê, pois remonta ao aconchego no útero da mãe, pela contenção experimentada em função do formato do balde somada à imersão num meio líquido.
Livre | Grátis | 12/11. Domingo, das 14h30 às 17h
 
 
SERVIÇO: SESC SANTO ANDRÉ 
Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André
Telefone – (11) 4469-1311
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional) | 
Outros – R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).
Informações sobre outras programações:
 
 
Da infância humilde em Taubaté, no interior de São Paulo, ao posto de rainha da televisão brasileira, Hebe Camargo ganha um musical, baseado na biografa escrita por Artur Xexéo e com direção de Miguel Falabella, que conta sua escalada profissional e os amores que passaram por sua vida. Embalado pelas canções que marcaram sua carreira de cantora, o espetáculo atravessa oito décadas nas quais, muitas vezes, os caminhos de Hebe e da TV no Brasil se confundem.
 
Com: Adriano Tunes, Brenda Nadler, Carlos Leça, Carol Costa, Clarty Galvão, Daniel Caldini, Debora Reis, Dino Fernandez, Fefa Moreira, Fernando Marianno, Frederico Reuter, Giovana Zotti, Guilherme Magon, Keka Quarterone, Mari Saraiva, Maysa Mundim, Renata Bras, Renata Ricci, Renato Bellini, Renato Caetano e Rodrigo Garcia 
 
 
Com 21 atores em cena, orquestra composta por 09 músicos e mais de 30 técnicos envolvidos, a própria Hebe recebe o público que vai ao Teatro Procópio Ferreira e o convida a conhecer a sua história. A proposta é que o público acompanhe a grade de uma programação de TV típica dos anos 60. Nela, a garota-propaganda (Giovana Zotti) se atrapalha com os comerciais ao vivo e Leonor (Brenda Nadler), uma fã de Hebe Camargo, responde sobre a vida de seu ídolo ao peculiar apresentador de um programa de perguntas e respostas, Belo Garrido (Daniel Caldini). É através do conhecimento desta fã que a plateia acompanha o caminho da artista, que será interpretada por Carol Costa, na juventude, e Débora Reis, na vida adulta.
 
A relação de Hebe com os pais Fêgo Camargo (Carlos Leça) e Ester Camargo (Clarty Galvão), sua participação em programas de calouros e sua experiência de cantar no rádio formando conjuntos vocais com as primas Maria (Keka Quarterone) e Helena (Mari Saraiva), assim como com a irmã Stela (Fefa Moreira) também farão parte do enredo. As muitas amigas de Hebe são representadas por duas figuras bastante conhecidas do público: a também cantora Lolita Rodrigues (Renata Ricci), que Hebe conheceu ainda adolescente e de quem foi próxima a vida inteira, e Nair Bello (Renata Brás), com quem desfrutava noites de carteado e francas conversas regadas a gargalhadas. Ao lado de Lolita, vemos Hebe como cantora de boate num hotel do centro de São Paulo e sua participação na inauguração da primeira estação brasileira de TV.
 
A peça mostra o namoro de Hebe com o boxeador americano Joe Louis (Renato Caetano) e sua relação complicada, escondida do grande público, com o empresário Luís Ramos (Frederico Reuter). Paralelamente, acompanhamos o sucesso que ela alcança como apresentadora da TV Paulista, emissora onde chega a comandar seis programas semanais simultaneamente.
 
Seguem-se seu primeiro casamento, com o comerciante Décio Capuano (Guilherme Magon), o nascimento de seu único filho, Marcello (Adriano Tunes), e sua contratação pela TV Record, onde apresenta por oito anos o mais popular programa de entrevistas dos anos 60: uma atração que leva seu nome e que, por um bom tempo, foi campeã de audiência nas noites de domingo.
 
O musical registra também a separação de Décio, a rápida passagem pela TV Tupi, o trauma que a fez parar de cantar, os encontros hilários com Amâncio Mazzaroppi (Adriano Tunes) e Ronald Golias (Fernando Marianno), a carinhosa amizade com o cantor Agnaldo Rayol (Rodrigo Garcia/Frederico Reuter) e a união com o importador Lélio Ravagnani (Dino Fernandez), com quem viveu por 27 anos. Vemos Hebe tornar-se porta-voz da luta contra a corrupção em Brasília no programa que apresentou no SBT durante 24 anos e onde transformou em tradição o “selinho” que dava em seus convidados preferidos.
 
Com coreografias de Fernanda Chamma, direção musical de Daniel Rocha e e preparação vocal Guilherme Terra, que também será o maestro, Hebe – O musical traça a trajetória pessoal e profissional da mais carismática das apresentadoras de TV no Brasil e, por isso mesmo, a mais popular.
 
A Produção é assinada por Luiz Oscar Niemeyer, Julio Cesar Figueiredo Junior, Claudio Pessuti e Luis Henrique Ramalho.
 
 
 
De Artur Xexéo
 
Direção Miguel Falabella
 
Coreografia e assistente de Direção Fernanda Chamma
 
Direção Musical Daniel Rocha
 
Maestro e Preparação Vocal Guilherme Terra
 
Cenário e Direção de Arte Gringo Cardia
 
Figurinos Ligia Rocha e Marco Pacheco
 
Design de Luz Guillermo Herrero
 
Design de Som Tocko Michelazzo
  
 
 
Serviço HEBE O MUSICAL
Onde: Teatro Procópio Ferreira (624 lugares)
End: Rua Augusta, 2.823 – Jardins / SP
Informações: 3083-4475
Temporada 2017: até o dia 17 de Dezembro
Abertura da casa: 1 hora antes do início do espetáculo.
Quinta e Sexta às 21h | Sábado às 17h e 21h | Domingo às 18h
Duração: 140 minutos (com intervalo de 20 min)
Recomendação: 12 anos
Gênero: musical
 
Ingressos:
Quinta: R$ 50 (Ingressos Populares) | R$ 130 (setor I) | R$ 160 (setor Premium)
Sexta e domingo: R$ 50 (Ingressos Populares) | R$ 150 (setor I) | R$ 170 (setor Premium)
Sábado: R$ 50 (Ingressos Populares) | R$ 170 (setor I) | R$ 190 (setor Premium)
 
Vendas de grupos: (11) 3064-7500
Vendas: www.ingressorapido.com.br e tel.: 4003-1212.
Bilheteria: de quinta a domingo da 14h00 até o inicio do espetáculo.
 

 
A Casa das Caldeiras acaba de anunciar a sua agenda com as próximas atrações e convida a população para participar de eventos muito interessantes e democráticos. 
 
 
A cada domingo, produtores de diferentes linguagens ocupam este que é um dos principais patrimônios históricos da cidade, para integrar a programação do TODODOMINGO MUSICAL EM SP ou como muitos conhecem TODODOMINGO, que tem como foco principal a produção cultural independente. 
 
Cerca de 6 mil pessoas chegam a passar em um dia de evento por este espaço emblemático da cidade, que abre suas gigantescas portas para receber com cuidado e afeto o público formado por todas as idades. 
 
 
 
No dia 05 de novembro, o TODODOMINGO recebe o evento Samba Rock Plural, produzido pelo Samba Rock Na Veia, com destaque para o show do cantor Walmir Borges. Haverá oficinas de Samba Rock, shows com grandes nomes da cena, pistas de dança sob o comando de vários DJs, apresentação de dança, intervenções, graffiti, empreendedorismo através dos estandes de produtos, comedoria e bar, exposições e muito mais.
 
Na sequência (dia 12 de novembro), a galera da For FUN PARTY apresenta um evento que traz um novo conceito dentro das festas culturais urbanas. Feita ‘por diversão’ como o próprio nome diz, apresenta um ambiente onde os DJ’s ficam a vontade para tocar estilos dentro do contexto da cultura Hip-Hop, passeando pelo Rap, Original Funk, Soul, Breakbeats, entre outros estilos.
 
Já no dia 19 de novembro, a Casa das Caldeiras será tomada pela música brasileira. É o dia da festa de brasilidades “Primavera, Te Amo” que contará com shows de convidados especiais a serem divulgados em breve, exposições, cinema, bazar e outras ações especiais.
 
Em 26 de novembro é a vez do grito de Carnaval da Festa Pilantragi. Uma festa carnavalesca pra ninguém botar defeito, com fantasias, exposição de fotos do carnaval de rua brasileiro, dança, circo, teatro, cinema ao ar livre, show e percussão com o Bloco Pilantragi, coreografias com o grupo “Maravilhosas Corpo de Baile” e outras atrações especiais. 
 
O mês de Dezembro começa com a Caleção Tropicaos. No dia 03 de dezembro, a famosa festa de cultura brasileira apresentará atrações especiais que serão divulgadas em breve, discotecagem Karaokê, Comidinhas, Exposição no Túnel das Chaminés e bazar com diversos expositores.
 
Em 10 de dezembro, acontece mais uma edição da For Fun Party com o melhor das festas culturais urbanas com muito breaking e hip-hop.
 
A programação do ano termina com chave de ouro com o Festival Mundo Pensante, que promete incendiar a Casa das Caldeiras com convidados de peso, intervenções artísticas e muito mais. 
 
 
TODODOMINGO MUSICAL EM SP 
Eventos dominicais da Casa das Caldeiras 
Domingos - de 16H00 às 22H00 - Entrada Gratuita 
Casa das Caldeiras
Av. Francisco Matarazzo, 2000 - Barra Funda - São Paulo - SP
Informações - (11) 3873-6696
 
 
 
Após seis anos desde a sua última apresentação na casa, Sandy retorna ao palco do Citibank Hall, em São Paulo, para o encerramento da turnê “Meu Canto”.
 
 
Em única apresentação, no dia 16 de dezembro, a cantora abre o seu universo musical com o repertório de seus dois álbuns solos e canções de sua época de dupla com o irmão, Junior.  
 
Com mais de 27 anos de carreira na música, Sandy dispensa descrições sobre a sua história. Em carreira solo desde 2010, a cantora já conta com dois álbuns de estúdio e dois ao vivo, sendo que o último deles, “Meu Canto”, ganhou uma versão em DVD, gravada no  ano passado. Além disso, recentemente, Sandy estava na bancada dos jurados do programa Superstar e agora é jurada convidada do programa Popstar, ambos transmitidos pela TV Globo. 
 
O show é uma verdadeira viagem que transpassa todas as fases da carreira de Sandy. O repertório visita canções do álbum Manuscrito  como “Pés Cansados”, “Quem Sou Eu”, “Ela e Ele”, do álbum Sim como “Aquela dos 30”, “Escolho Você” e “Ponto Final”, e até mesmo  da época de Sandy & Junior com as músicas “Nada é Por Acaso” e “Desperdiçou”.
 
Além destas, Sandy também presenteia os fãs com releituras de clássicos como “Luciana”, “All Star” e as mais recentes “Salto” e “Colidiu”. Sem contar nos sucessos “Me Espera” e “Respirar”, que terão presença garantida em sua apresentação.
 
 
 
 
SANDY – CITIBANK HALL / SP
Data: Sábado, 16 de dezembro de 2017 - Horário: 21h
Local: Citibank Hall SP – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo (SP).
Capacidade: 3.873 lugares.
Ingressos: de R$ 30 a 260 
Duração: Aproximadamente 1h40.
Classificação etária: De 12 a 14 anos é permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsável legal. De 15 anos em diante é permitida a entrada desacompanhados.
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo.
Acesso para deficientes - Ar-condicionado
 
BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Citibank Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955 - Santo Amaro – São Paulo (SP).
Segunda-feira – FECHADA
Terça-feira e Sábado – 12h às 20h
Domingo e feriados – 13h às 20h
 
LOCAIS DE VENDA - COM TAXA DE CONVENIÊNCIA
- Pontos de venda no link:
http://premier.ticketsforfun.com.br/shows/show.aspx?sh=pdv
 
 
RITA LEE 
 
Rita Lee, conhecida como a "Rainha do Rock Brasileiro",  construiu uma carreira que começou com o rock mas que ao longo dos anos flertou com diversos gêneros, como a psicodelia durante na era do tropicalismo, o pop rock, disco, new age, a MPB e eletrônica, criando um hibridismo pioneiro entre gêneros internacionais e nacionais. Vendeu mais de 55 milhões de discos ao longo de sua carreira e já foi premiada com mais de 30 discos de platina, 10 discos de ouro e 5 de diamante.
 
Rita Lee é uma das mulheres mais influentes do Brasil, sendo referência para aqueles que vieram a usar guitarra a partir de meados dos anos 70, sobretudo as mulheres. Ex-integrante do grupo Os Mutantes (1968-1972) e do Tutti Frutti (1973-1978), Lee participou de importantes revoluções no mundo da música e da sociedade. 
 
Suas canções, em geral regadas com uma ironia ácida ou com uma reivindicação da independência feminina, tornaram-se onipresentes nas paradas de sucesso, sendo "Ovelha Negra", "Mania de Você", "Lança Perfume", "Agora Só Falta Você", "Baila Comigo", "Banho de Espuma", "Desculpe o Auê", "Erva Venenosa", "Amor e Sexo" e "Reza", entre outras, as mais populares. O álbum, Fruto Proibido (1975), lançado juntamente com a banda Tutti Frutti, é comumente visto como um marco fundamental na história do rock brasileiro, considerado por alguns como sua obra-prima.
 
Fonte:  Wikipédia
 

 
 

Lindíssima canção lançada originalmente no álbum "Marina Lima", 1991. Foi trilha sonora da novela "Perigosas Peruas".

 
Para os roqueiros de plantão é sem duvida a melhor forma de encerrar 2017
 
 
Duas grandes bandas da história do Rock, Tesla dará a partida para cada dia de música, seguidos pelos americanos do Cheap Trick e terminando com os britânicos do Deep Purple.
 
 
 
Curitiba – 12/12/17 – Pedreira Paulo Leminski
São Paulo – 13/12/17 – Allianz Parque
Rio de Janeiro – 15/12/17 – Jeunesse Arena
 
O público terá a oportunidade de curtir três shows completos na mesma noite, em cada cidade. 
 
Cheap Trick substitui a banda Lynyrd Skynyrd que teve a apresentação cancelada por motivos pessoais.
 
Confira na íntegra a nota que o Lynyrd Skynyrd divulgou:
 
Os membros do Lynyrd Skynyrd estão desapontados por anunciar que estão cancelando sua participação no Solid Rock com o Deep Purple e Tesla.
 
A filha de Johnny Van Zant, um dos membros do Lynyrd Skynyrd, foi diagnosticada com Linfoma Linfoblástico Agudo e, por hora, será submetida a um tratamento agressivo. Johnny usará os próximos meses para se concentrar no tratamento e saúde de sua filha.
 
O Lynyrd Skynyrd gostaria de pedir desculpas aos fãs da América do Sul, com a promessa de voltar no futuro.
 
Enquanto isso, os bons amigos da banda e membros do Rock and Roll Hall of Fame, Cheap Trick, estarão se juntando à turnê em dezembro.
 
O frontman, Robin Zander diz: "Estamos ansiosos para nos juntar ao Deep Purple e Tesla na América do Sul como parte do Solid Rock Tour ... apenas desejava estar em circunstâncias diferentes. Nossos pensamentos e orações estão com Johnny, sua filha e todos nossos amigos de toda a família Lynyrd Skynyrd ".
 
 
 
 
CHEAP TRICK
Com mais de 5.000 apresentações durante quatro décadas e 20 milhões de discos vendidos em todo o mundo, Cheap Trick é, sem dúvida, um dos mais influentes grupos de rock clássico nos últimos 50 anos. 
 
Hits como "I Want To Want Me", "Dream Police" e "Surrender" cimentaram o grupo como uma das melhores bandas de Rock 'n' roll da América de todos os tempos.
 
 
DEEP PURPLE
Depois de 3 anos, o Deep Purple volta ao Brasil com a The Long Goodbye Tour. A turnê que promove seu último álbum – o 20º de uma história que começou lá atrás, nos anos 60 – Infinite (2017), que foi lançado em abril. Agora em outubro, os britânicos – donos de um dos nomes mais importantes já induzidos na Rock & Roll Hall of Fame – vão viajar pelo Brasil para três apresentações.
 
Chegando ao quinto disco gravado pela formação atual, formada pelos membros a era clássica Ian Gillan (vocal), Ian Paice (bateria), Roger Glover (baixo), Steve Morse (guitarra) e Don Airey (teclado), vão apresentar clássicos e hits que foram feitos durante os quase 50 anos de estrada da banda.
 
O público terá a oportunidade de curtir algumas músicas novas do último álbum, como “Time for Bedlam” e “Roadhouse Blues”, além de músicas que se tornaram verdadeiros hinos para os amantes do Rock’n’Roll, como “Strange Kind Of Woman”, “Highway Star”, “Burn” and “Smoke on the Water”. Não só essas músicas, como toda a discografia do Deep Purple são responsáveis por construir gerações e mais gerações de fãs, que terão a oportunidade de assisti-los em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.
 
Para mais informações sobre o show e sua turnê mundial, visite www.deeppurple.com
 
Informações sobre ingressos em www.ticketsforfun.com.br
 
 
SOLID ROCK: Deep Purple, Cheap Trick  e Tesla
 
SERVIÇO:
 
Curitiba (PR)
Data: Terça-feira, 12 de dezembro de 2017.
Abertura dos portões: 16h.
Apresentação Tesla: 19h.
Apresentação  Cheap Trick: 20h30.
Apresentação Deep Purple: 22h30.
Local: Pedreira Paulo Leminski 
R. João Gava, 970 – Abranches - Curitiba - PR
Capacidade: 25.000 pessoas.
 
 
São Paulo (SP)
Data: Quarta-feira, 13 de dezembro de 2017.
Abertura dos portões: 16h.
Apresentação Tesla: 19h.
Apresentação  Cheap Trick: 20h30.
Apresentação Deep Purple: 22h30.
Local: Allianz Parque
Rua Turiassú, 1840 – Perdizes - São Paulo - SP
Capacidade: 48.113 pessoas.
 
 
Rio de Janeiro (RJ)
Data: Sexta-feira, 15 de dezembro de 2017.
Abertura dos portões: 16h.
Apresentação Tesla: 19h30.
Apresentação  Cheap Trick: 21h.
Apresentação Deep Purple: 23h.
Local: Jeunesse Arena
Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ
Capacidade: 13.000 pessoas.
 
 
 
 

 

Richie Kotzen é considerado um dos melhores guitarristas do mundo
e tem um som tão característico que é quase como uma caligrafia.
Inconfundível! 
 
Este ano, o guitarrista e compositor lançou seu vigésimo álbum solo, “Cannibals”, e esteve em uma pequena turnê pelo Brasil abrindo os shows da banda Extreme em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.  
Em um set curto e eficaz, com hits como “you can’t save me”, “doing what the devil says to do” e fechando com “go faster”, Richie conquistou a platéia que lotava o HSBC em São Paulo no sábado pós dia dos namorados. Os solos impactantes e um notável entrosamento entre a banda mostrou que, mesmo depois de todos esses anos, o hardrock ainda pode impressionar.  
 
Por Luana Ferrari
 
Cult Circuito - Esse ano você lançou um novo álbum solo, “Cannibals”. Conta um pouco da criação e concepção desse disco. 
 
Richie Kotzen - Eu escrevi a música “Cannibals” numa onda de criação. Ela simplesmente veio, junto com uma ou duas outras ideias de música – acho que “The Enemy” foi uma delas. E tinha também uma música que eu tinha composto com a minha filha, “You”. Com isso eu entrei em “modo disco”, em “modo gravação”, e fui jogando ideias aqui e ali. Foi assim que esse disco surgiu. Aliás, não só esse disco, mas é assim que os meus discos surgem. Eles acontecem.      Eu começo com duas ou três músicas novas que me empolgam e aí eu olho pra trás e vou buscar coisas que eu comecei a escrever e nunca concluí. É quando essa bola de inspiração começa a rolar que eu, normalmente, consigo terminar esses trabalhos antigos. 
   O que é interessante nesses álbuns é que eles contêm, obviamente, músicas novas, mas também tem coisas que eu não conseguia terminar por muitos anos e já tinha até esquecido. É uma mistura de trabalhos novos e redescobertas. Por exemplo, a música “Come on free” estava no meu HD acho que há uns nove ou dez anos. Depois de ter escrito “Cannibals” eu pensei ‘bom, agora, finalmente, eu posso incluir isso dentro de um álbum’. De algum modo, esse é o meu processo.
   Ao mesmo tempo, ultimamente, eu penso que gostaria de tentar algo diferente da próxima vez que eu fizer um disco solo. Eu venho trabalhando há tanto tempo com o Dylan (Wilson – baixo) e o Mike (Bennet – bateria) e acho que seria divertido entrar em um estúdio como nos velhos tempos. Sabe, marcar uma hora e fazer um disco com todos tocando juntos. A maioria dos meus álbuns eu meio que toco tudo. Eu sempre tenho convidados que vêm e gravam algumas coisas, mas isso é algo que eu não faço há muito tempo e acho que eu gostaria de reviver essa experiência, especialmente depois de estar tocando com esses caras há tanto tampo. Acho que acrescentaria muito à música.
 
Cult Circuito - Como você imagina esse processo? Vocês criariam juntos... 
 
Richie Kotzen - Bom, eu faria... É o seguinte. O que me empolga na música, o que me faz fazer música, é o processo criativo. Eu escreveria as canções, mas ao invés de escrever e imediatamente gravá-las sozinho, eu as escreveria, sentaria ao piano ou com uma guitarra acústica e tocaria para a banda. Eles teriam tempo de digerir a ideia e então colaborariam na produção e veríamos o que acontece. 
 
Cult Circuito - Você falou sobre a música que você compôs com a sua filha, August. Eu sei que essa música veio de uma melodia que ela tinha criado e que ficou esquecida por anos. Como isso aconteceu?
 
Richie Kotzen - Sim! Faz anos... Quer dizer, eu nem sei mais... Há muito tempo, acho que ela tinha uns doze ou treze anos, ela estava sentada ao piano tocando um mesmo trecho sem parar e eu perguntei ‘o que é isso?’ – nós tocamos a melodia algumas vezes até que ela disse ‘Eu que inventei’. Eu disse ‘Isso é muito legal! Nós deveríamos gravar, pra você não esquecer. ’ – disse isso, pois eu tinha certeza que ela provavelmente esqueceria a melodia com o tempo. Então, eu arrumei os microfones sobre o piano e gravei-a tocando por uns sete minutos. Eram três partes que seguiam sem parar. Depois, eu me esqueci dela.
   Mais recentemente, eu estava limpando meu HD e encontrei a gravação. Ouvi de novo e disse ‘isso é muito legal’. Ela não havia feito nada com essa música por anos e então, eu meio que escrevi uma letra e segui a melodia do piano. No final, saiu algo que eu achei que ficou bastante “único”. Quando eu terminei, mostrei pra ela e ela curtiu. Nós decidimos, então, fazer um vídeo e criamos um conceito bem legal. Nós encontramos uma casa velha, bem “vintage”, dos anos 1920, na Califórnia e gravamos o vídeo. Você tem que assistir, é bem legal!
 
Cult Circuito - Estávamos falando sobre o seu processo de criação. Você acha que ele mudou ao longo dos anos? Evolui de alguma forma?
 
Richie Kotzen - Bom, nada mudou recentemente, não. Na verdade, nunca chegou a mudar de verdade. Eu cresci em uma pequena cidade, bastante isolada, e quando eu comecei a fazer minhas demos, eu precisava descobrir como gravar as minhas ideias. Eu arrumava meu ambiente de gravação de modo que eu pudesse pular de um lado para o outro, da bateria para o baixo, piano, guitarra... Eu diria que eu não sou incrivelmente bom em nenhum desses instrumentos, mas eu sou capaz de transmitir o que eu estou ouvindo e era assim que eu fazia as demos e, antigamente, era assim também que eu fazia os meus discos. Eu trazia pessoas para tocar as partes e, com o tempo, eu fui ficando mais aventureiro e passei a tentar tocar eu mesmo. Mas o processo em si não é diferente. 
   Hoje em dia, quando eu gravo, eu organizo o meu estúdio com a bateria microfonada, a guitarra e o baixo plugados, para eu poder andar em círculos. Eu posso colocar uma batida em uma faixa, aumentar uma linha de guitarra, cantar alguma coisa. Com isso, surgem coisas que podem, ou não, entrar no disco. Com o passar do tempo a música evolui e se torna algo que eu ouço e penso ‘está pronta. Está soando como o que eu ouvia na minha cabeça’. Finalmente essa é a única variável real; quando você ouve e fica satisfeito com tudo. É aí que você sabe que a música está pronta. Claro que é fácil se deixar levar pelas incertezas e dúvidas, mas você precisa, em certo momento, realmente confiar nos seus instintos. 
 
Cult Circuito - Nós falamos sobre o seu processo criativo e como ele mudou, ou não mudou. Como você vê tudo isso dentro do cenário do rock? Você acha que as coisas mudaram nas últimas décadas? Quando você tocava com o Mr Big e com o Poison você era esse guitarrista virtuose que tocava milhares de notas por segundo. A habilidade continua a mesma, ou até melhor, mas a gente ouve um fraseado diferente, pausas... Você acha que, de alguma forma, você amadureceu como músico? 
 
RICHIE KOTZEN, show HSBC BRASIL / SP - 2015   (Foto: Divulgação HSBC BRASIL )    

Richie Kotzen - O fraseado é muito importante. É uma língua. É como você se comunica no espaço. Fraseado é a chave. No entanto, eu acho que tenho uma luta interessante porque a minha notoriedade veio de um certo gênero, em um determinado momento, em um ponto da minha evolução. Eu era, literalmente, um garoto de 17 anos escrevendo música instrumental de guitarra para tentar entrar na revista “Guitar Player”. Eu via isso como uma saída. Qualquer coisa que acontecesse depois disso não importava, mas eu via isso tudo como uma maneira de sair da minha pequena cidade. Finalmente, o que aconteceu de fato foi que eu acabei por gravar um disco com aquelas composições de quando eu era um guitarrista de 17 anos. Esse período da vida, 16, 17, 18 e 19 anos, é quando você realmente começa a evoluir. Foi nesse período que eu comecei a crescer como pessoa. Eu comecei a lembrar das músicas que eu ouvia quando era criança e o que me inspirava, o que me fazia querer tocar.

   Com isso eu comecei a cantar e a escrever letras, e realmente foquei em me expressar através da música e não somente através da guitarra. Eu quase abandonei a guitarra por um tempo pra me dedicar a outras coisas. Desde o princípio eu pensava ‘eu amo música’. Quando eu era adolescente eu pensava ‘eu amo tocar hard rock na guitarra’, mas depois eu evoluí e me afastei disso. Com isso, a guitarra passou a ser mais um veículo para expressar as minhas ideias, para trazer minhas músicas à vida. Eu acho que a luta é porque eu fiquei conhecido como um certo tipo de guitarrista que não era necessariamente a verdade. Não representava a essência da minha entidade criativa. Conforme eu fui ficando mais velho, eu pude encontrar essa essência em mim mesmo. Eu cheguei a um ponto onde disse ‘oh, isso é o que eu curto em termos de música. Isso é o que eu gosto’. 

   Agora, como adulto, sinto que o círculo se completou. Eu subo no palco e não preciso mais abandonar a maneira de tocar guitarra com a qual eu cresci, mas ao mesmo tempo eu consigo expressar a criatividade e os elementos da música. Como eu disse, o círculo se fechou. Eu estou em um ótimo momento de criatividade. Não posso reclamar. Mas foi uma longa jornada até chegar onde estou e muitos obstáculos foram superados que pouco ou nada tinham a ver comigo ou com o meu vocabulário como músico. Na indústria tem muita gente querendo te analisar e te dizer o que você é. Com isso, eu descobri que era importante criar um ambiente onde eu pudesse ser eu mesmo. É isso que a minha banda tem de tão poderoso. Dylan e Mike criam uma tela para que eu seja eu. E é por isso que tudo soa tão bem. Se as pessoas gostam ou não, é irrelevante. O que é relevante é que quando eu estou no palco, como eu fiz hoje à noite, é verdadeiro. 
   É o que é. Erros, acordes errados, acordes certos, é... Isso é Richie Kotzen! Isso é o que eu faço. É por isso que eu sou grato. Finalmente depois de tantos anos eu cheguei a um ponto onde eu posso me representar sem influências externas que me fazem sentir desconfortável.
 
Cult Circuito - Eu me lembro que você tem uma bagagem musical bastante interessante e você falou sobre “lembrar o que te levou a fazer música”. Então, o que foi? O que você ouve e/ou ouvia? Quais as suas referências? 
 
Richie Kotzen - Eu cresci em um ambiente bem interessante. Minha mãe era fã de rock. Ela viu Hendrix diversas vezes; foi ao show dos Beatles na primeira vez que eles foram aos Estados Unidos; viu The Rolling Stones; Blood Sweat and Tears, The Who, quando eles abriram pro Herman’s Hemits. Ela tinha todos esses discos. Meu pai era fã de R&B. Ele tinha discos de Curtis, Mayfield, All Green, Sam & Dave. Eu cresci com essa espécie de equilíbrio. Ao mesmo tempo, eu ouvia as rádios da Philadelphia com The Spinners e, mais tarde, “Hall and Oates”. Com o tempo esse som começou a fazer parte do meu DNA. Tem também algumas coisas modernas que eu ouço e que me inspiram de tempos em tempos. Assim, de imediato eu não consigo pensar em nada específico, mas, de vez em quando eu ouço alguma coisa que me faz pensar ‘oh wow, isso me lembra o passado, mas soa diferente e novo’.
   Eu não acho que o espírito da música tenha morrido de forma alguma. Acho que ele evoluiu. O interessante é que agora temos pessoas fazendo música que, quando eu era criança, nunca poderiam fazer simplesmente por não ter a habilidade necessária. A tecnologia permite que alguém, que não são necessariamente músico, que talvez nem saiba afinar uma guitarra, grave algo que pode vir a conectar com outro alguém. Vários músicos estão reclamando disso, mas, ao mesmo tempo, temos que ver o outro lado dessa evolução, onde temos pessoas sendo criativas de um modo que antes era impossível. Eu acho que isso ajudou a abrir o leque de oportunidades. Sem contar que ainda temos jovens que são excelentes músicos e que estão levando o instrumento para outro nível. É isso. Nós temos cada vez mais. Ah, e tem o youtube, para quem está aprendendo. Quando eu era garoto eu não podia ver alguém tocando uma linha de guitarra que eu não estivesse conseguindo decifrar sozinho. Agora isso é possível. Com isso, vemos os jovens avançando e evoluindo cada vez mais rápido pois eles têm e sabem usar todos esses recursos. Eu acho isso tudo muito interessante.
 
Cult Circuito - Então você acha que o cenário está evoluindo?
 
Richie Kotzen - Todo mundo gosta de dizer que estamos andando para trás. Eu acho que culturalmente isso é verdade, estamos andando pra trás. Eu acho que, hoje em dia, todo mundo é uma estrela. Literalmente. E isso faz com que o nível cultural fique absurdamente desinteressante.  No entanto, quando falamos de criatividade, vemos gente quebrando barreiras, seguindo em frente e fazendo coisas que nunca foram feitas que necessitam um certo grau de integridade artística e alguma habilidade. Na verdade, é a mesma coisa que sempre foi, mas em uma escala maior. 
 
Cult Circuito - Você acha que tem alguma diferença para um músico estar no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa ou onde quer que seja? Você acha que a localização geográfica faz com que fique mais ou menos fácil? Faz com que alguém tenha mais ou menos oportunidades.
 
Richie Kotzen - As pessoas gostam de muletas porque se você tem uma desculpa fica mais fácil engolir não conseguir o que você queria. Mas, honestamente, eu não sei o quanto isso realmente faz diferença. Quando eu penso que vim de uma cidade pequenininha na Pensilvânia, onde havia uma cena musical muito limitada – a Filadélfia tinha uma cena musical, e eu podia chegar lá em uma hora, mas... – a verdade é que eu vim do nada e cheguei onde quer que seja. Muitos artistas vieram de diferentes lugares. As pessoas vêm de toda parte. Eu não acredito que essa seja uma muleta válida. Eu acredito que se você fizer algo que dialogue com as pessoas, que conecte com elas, você vai encontrar o seu caminho. Ao mesmo tempo, você pode ser o músico mais talentoso e viver no centro de Nova Iorque e, por qualquer razão desconhecida, as coisas podem simplesmente não acontecer. 
   Pessoalmente, eu trilhei um caminho de frustrações constantes por nunca estar verdadeiramente onde eu queria em termos da minha carreira. De repente, no meio da minha carreira, eu abandonei todo pensamento que eu tinha e passei a seguir as minhas emoções e disse ‘eu só vou fazer música que me deixe feliz.’ Foi assim que eu comecei a sentir que eu estava sendo honesto comigo mesmo, em paz, e com isso portas começaram a se abrir e as pessoas começaram a se conectar com aquela honestidade artística. Eu acho que essa é a grande sacada. Eu não sei se faz muita diferença onde você está. Pense que uma banda como Journey achou um vocalista do Pacífico Sul. Eu acho que não consigo validar o argumento de ‘eu seria uma grande estrela mas estou preso nessa cidade pequena’. Eu não sei mais como as coisas são no começo. Eu tenho 45 anos e lancei o meu primeiro disco aos 18. Estou certo que a minha perspectiva está um pouco distorcida, mas eu acho que a coisa da criatividade é que você faz o que faz porque precisa. É quase uma terapia. Se você estiver fazendo porque precisa ser reconhecido por isso, você está ferrado.          Você entendeu tudo errado. Se você faz simplesmente porque precisa, e porque curte; esse é o começo e o fim. Se você pensa ‘eu preciso ganhar a vida, preciso de dinheiro’, sabe de uma coisa? Arranje um emprego. Seja médico, vá para a escola, abra uma barraca de cachorro-quente. Faça o que você tiver que fazer pra sobreviver. Mas quando se mistura criatividade e finança cria-se um caos interno. Até para os mais bem sucedidos. Alguns ficam famosos pela sua arte e fica fácil se prender em premissas como ‘agora que eu ganhei dinheiro com a minha arte eu tenho que seguir essa linha, mas, de repente, eu não sinto mais dessa forma, quero mudar’. As vezes você muda e perde o que havia conquistado. Você tem que decidir. Se você for sofisticado o suficiente, mentalmente, para separar as coisas, pode ser que tudo dê certo. Mas, pra mim, são duas coisas diferentes. Se eu não pudesse tocar da maneira que eu quero, da maneira que eu ouço, que eu sinto, como eu fiz hoje a noite, eu abandonaria tudo. 100%.  Largaria tudo e arranjaria um emprego como empreiteiro. Eu construiria casas, ou eu trabalharia para a prefeitura de Los Angeles e construiria as linhas de esgoto da cidade; eu pagaria as minhas contas e deixaria minha arte ser minha arte. Eu não quero questões financeiras infiltradas nas minhas decisões criativas. Se não vira ‘porque eu estou fazendo isso? Ou ‘Não é isso que me empolgava.’
   Nem todos se sentem assim. Eu tenho certeza que para um artista pop a formula é diferente. É uma vida diferente. É uma vida que eu não conheço. E é ótima também, mas eu estou falando sob a minha perspectiva, sabe. É o que eu penso...
 
Álbum Cannibals / Richie Kotzen
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